Polícia Em Linhares
Mulher inventa estupro, faz aborto, acusa marido, mas a PC descobriu tudo
A Polícia Civil de Linhares a indiciou pela prática dos crimes de aborto e denunciação caluniosa.
17/06/2025 17h40 Atualizada há 1 ano
Por: Redação

Um caso bastante curioso e que aconteceu em Linhares, Norte do Espírito Santo, com reviravoltas após minuciosa investigação da equipe da DEAM da 16ª Regional: Uma mulher de 24 anos ficou grávida, inventou um estupro para conseguir abortar com autorização da justiça, acusou o marido, mas a farsa foi toda descoberta pela Polícia Civil, e agora ela foi indiciada pela prática do crime de aborto, com pena de 1 a 3 anos de prisão; e pela prática do crime de denunciação caluniosa, com pena de até 8 anos de prisão, caso seja condenada. O caso foi concluído e encaminhado para o poder Judiciário. Vejamos:

Estupro inventado – De acordo com a Polícia Civil, o estupro foi inventado pela acusada no dia 04 de setembro de 2024, quando a “vítima” registrou a ocorrência, e que estava grávida por conta do “crime”; Que era casada, mas que seu companheiro não sabia do estupro e da gravidez.

Ela informou que não conhecia o autor, e que foi abordada pelo “criminoso” e este estava com uma faca, no Centro da cidade de Linhares, por volta das 23h, quando ela voltava para casa, no bairro Aviso, caminhando.

Como vítimas de estupro têm direito à realizar o aborto legal, de posse da ocorrência policial, a “vítima” procurou o hospital de referência na região e realizou o aborto. Mas a mulher não havia sido estuprada coisa nenhuma, e estava grávida do próprio companheiro, afirmou a Polícia Civil.

A investigação – Na tentativa de identificar o “criminoso”, a Delegacia de Mulher de Linhares, encaminhou a “vítima” para realizar o "retrato falado" junto a Polícia Científica. Mas após um tempo, a história tomou outros rumos: Segundo a PC, a mulher procurou novamente a Delegacia da Mulher e disse que na verdade, quem a estuprou foi seu marido, a quem temia, e solicitou medida protetiva, informou ainda que um parente seu, seria testemunha do estupro, pois presenciou tudo. Na verdade, o marido nem sabia da mentirada da companheira.

Investigação modificada – A Deam mudou completamente a investigação e começou a tratar o companheiro da “vítima” como suspeito. Durante esse período de investigações, várias ocorrências de descumprimento de medida protetiva foram lavradas pela “vítima”.

Testemunhas desmentem, e casa cai – A Polícia Civil começou a ouvir as testemunhas da nova história do estupro, inclusive aquela que a “vítima” disse ser presencial, e tudo foi desmentido. Foram mais de 10 testemunhas ouvidas, parentes e amigos do casal, e, ainda de acordo com a PC, todos foram unânimes em dizer que a mulher inventou toda a história de estupro e crimes vinculados a Lei Maria da Penha, e que a primeira mentira foi para realizar o "aborto legal" que agora passou a ser ilegal.

Mentiras sobre o ex – E, conforme explicou a Polícia Civil, ante a mentira descoberta depois, ela criou mais mentiras sobre seu ex companheiro, simplesmente para prejudica-lo. Para isso ela mobilizou todo um aparato estatal, de Polícia Civil, Polícia Científica e Poder Judiciário, sendo agora indiciada pela prática do crime de aborto, e pela prática do crime de denunciação caluniosa. O caso foi concluído e encaminhado para o Poder Judiciário. Clique aqui para comentar e aproveite para seguir o @euviemlinhares.