Polícia Família de luto
Quem matou Jackson Bohnen de Oliveira? Emoção durante manifesto em Linhares
Foi na tarde deste sábado, 22, no bairro Três Barras. Engenheiro foi assassinado no Pontal do Ipiranga.
23/03/2025 08h34 Atualizada há 1 ano
Por: Redação

De camisetas brancas, segurando balões brancos, mas com a cor oposta do luto no coração, e com pedidos de justiça e a pergunta unânime: Quem matou Jackson Bohnen de Oliveira? O engenheiro foi assassinado na noite de Réveillon de Pontal do Ipiranga, litoral de Linhares, Norte do Espírito Santo, e corpo encontrado na manhã do primeiro dia de 2025. O manifesto da família e de um grupo de amigos da vítima aconteceu na tarde deste sábado (22), no bairro Três Barras, com destaque para a área frontal da 16ª Delegacia Regional. Clique aqui para comentar a notícia e seguir o @euviemlinhares, e abaixo, mais detalhes do fato:

Em um dos momentos de maior emoção do manifesto, foi lido quem era o engenheiro, os sonhos do melhor momento da vida interrompidos, além de interrogações sobre a impunidade.

Depois o grupo caminhou por algumas ruas e avenidas do bairro Três Barras, colou cartazes com o pedido de justiça e que as pessoas denunciem o que souber no 181 ou avisem a família.

Investigação – O homicídio está em meio à “enxurrada” de crimes registrados nos primeiros 60 dias de 2025 no Município de Linhares. Muitos já foram elucidados, mas a morte do engenheiro ainda é uma incógnita. O delegado Fabrício Lucindo Lima, chefe da DRL, disse que muitas pessoas foram ouvidas e que o caso desponta como prioridade na DHPP. “Estamos empenhando todos os esforços possíveis e tratando o caso com prioridade. Pedimos que, se alguém tiver alguma informação sobre esse caso, ligue para o 181”, disse ele quando o entrevistamos para falar sobre a iniciativa da família.

Réveillon fatal – O engenheiro saiu de São Mateus, também no Norte do Estado, para os festejos de fim de ano em Linhares, onde também tinha parentes e era muito querido. O carro que a vítima havia locado para a viagem, um Volkswagen Saveiro Extreme, estava abandonado, cerca de 500 metros do local onde o corpo foi encontrado na “reta do Riozinho”. A vítima apresentava lesão na cabeça, marcas de estrangulamento e sangue na face.

No carro estavam o celular e a mochila com os pertences da vítima, que usava um cordão (encontrado com ele). E com a vítima foi encontrado um cartão bancário, que foi o primeiro passo para a identificação. Exceto o celular, tudo foi devolvido para a família. O veículo locado também ficou apreendido.

Jacson havia conseguido uma promoção recente, e o ano começaria com grandes sonhos a serem realizados. Após a festa de fim de ano, ele seguiria para a Bahia. Mas após ser visto pela última vez pouco antes da queima de fogos, a violência interrompeu tudo.

Ele informava na rede social que era engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Mecânico e de Meio Ambiente, morava em Salvador (BA), mas era capixaba da gema. Conforme também informamos nas manchetes sobre o crime.