Polícia Deu cadeião
Grave atropelamento de gestante e marido em Linhares: Luís pega cadeião
Réu não possui CNH, e ainda estava embriagado. Crime aconteceu no Pontal do Ipiranga.
12/12/2024 19h32 Atualizada há 2 anos
Por: Redação

Um atropelamento que vitimou um casal, a mulher grávida de sete meses, no balneário de Pontal do Ipiranga, litoral de Linhares, Norte do Espírito Santo, foi o motivo do último júri popular da última pauta de 2024 no Fórum Desembargador Mendes Wanderley. Os trabalhos presididos pelo Juiz Tiago Camata começaram às 9h30 e terminaram às 15h desta quinta-feira (12). O réu Luís Carvalho Oliveira, atualmente com 47 anos, pegou cadeião. Vamos aos detalhes:

O Ministério Público, através do Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano, trouxe à tona cada detalhes do crime que aconteceu no dia 20 de setembro de 2014, por volta das 19h40. A advogada Patrícia Silva Pereira ficou na defesa do réu. O resultado foi bem ruim para Luís.

Vamos à sentença e depois a mais detalhes sobre o crime que repercutiu no Estado: Os jurados condenaram o réu pelos crimes de homicídio tentado (art. 121, §2°, inciso IV, c/c art. 14, inciso II, ambos do Código Penal) contra o homem, e lesão corporal gravíssima (art. 129, §2º, inciso IV, do Código Penal) contra a gestante, tendo o Juiz Presidente fixado a pena definitiva em 23 anos, 01 mês e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A prisão foi mantida e o réu não poderá recorrer em liberdade.

Saiba mais sobre o crime – As vítimas, de acordo com a denúncia do Ministério Público, estavam na calçada de uma pizzaria quando foram atropeladas por um veículo Pampa com licenciamento atrasado, e que trafegava na contramão de direção e alta velocidade.

O réu não possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação), e antes do ocorrido, uma testemunha disse que ao abastecer o veículo, o réu falou que este estava com problemas no freio. Já outra testemunha, disse que Luiz estava com outra pessoa num bar e que ambos consumiram 15 cervejas de 600 ml cada.

Após o atropelamento, o agora condenado tentou deixar o local, mas foi impedido por populares. As vítimas foram levadas numa ambulância para o Hospital Geral de Linhares, e a gestante precisou antecipar o parto, tendo a criança nascido viva.

O réu, convertido e com uma bíblia nas mãos, pediu perdão ao casal, e também ao bebê prematuro. No dia do crime ele estava a trabalho no balneário, e foi para um bar beber a convite de um amigo. Clique aqui para comentar a notícia e seguir o @euviemlinhares.