Lembram do doguinho que foi manchete aqui no Au Au Miau no último dia 05? Na ocasião, expomos o apelo de uma leitora que o fotografou em um momento de carência extrema, quando ele encostou a cabeça entre os pés dela e chorou, como se quisesse expor a tristeza de ter sido abandonado pelos donos, ao lado de duas vasilhas (com água e ração) e um travesseiro, em frente ao Zoonoses, no bairro Três Barras. A notícia comoveu, mas hoje (12) o doguinho é só alegria.
Quando a protetora Kartina Casagrande se aproximou para buscar o doguinho, ele chorou mais ainda, e parecia até iria passar mal ao ser convidado a entrar no carro para ser levado ao novo lar. “Vair dormir em cama quentinha, com comida, água e muito carinho”, comentou a protetora.
Na verdade, Karina, como acontece em situações assim, também chorou. Ela aproveita para pedir às pessoas que ajudem na causa animal, indicando adoção responsável e doando ração para os animais recolhidos que estão nos abrigos ou lares provisórios. O contato é o 27 99953-6653. Clique aqui para comentar a notícia e seguir o Eu Vi em Linhares no Instagram. Confira abaixo o apelo feito por uma leitora na primeira manchete sobre o caso:
A história do doguinho – Há um ano os donos o abandonaram no bairro Três Barras, Linhares, Norte do Espírito Santo, conforme nos informou uma leitora, bem “em frente ao Zoonoses”. A história do animal, assim como a de tantos outros, é bem triste. Ele é de porte grande, já apresenta idade, e ao ser abandonado, estava bem sadio.
“Colocaram um travesseiro e duas vasilhas, uma para comida e outra para água. Ele passeia pelas proximidades, mas volta exatamente para onde o abandonaram. Acho que sente seguro ali. Se alguém se aproxima e dá atenção, ele encosta a cabeça nos pés da pessoa e chora”, disse uma leitora ao pedir a divulgação.
Ela acrescentou que muitos ajudam o doguinho, e cada um o chama de um nome diferente: Roliço, Pamonha, Bebê, Garoto. Basta chamar e ele se aproxima, sempre com a esperança de que a pessoa o levará com ela.
A mulher trabalha no bairro, e é uma das que o ajudam com comida e água e atenção. “Todos os dias quando a gente chega (ao trabalho) ele sabe que pode chegar também. Ele faz aquela cena de cortar o coração da gente, se acomoda, deita e dorme. Vira as quatro patas pra cima e adora dormir perto da gente. Se eu morasse numa casa e não em apartamento, o levaria”, disse ela.
A leitora acrescentou que o animal contraiu doença de outros que vivem na rua, e que por ser grande e velho, acaba sendo rejeitado por quem poderia adotá-lo. “Só mesmo quem ame de verdade para ajudá-lo em definitivo. Quem sabe alguém leia e o adote, né?”,