Justiça Sem cadeia
Vanessa Buffon absolvida por matar Rodrigo. Defesa da ré manteve tese de “legítima defesa”
O Júri consumiu dois dias de trabalhos da atual pauta do Fórum de Linhares
13/09/2024 19h02 Atualizada há 2 anos
Por: Redação

Sexta-feira (13): O 2º dia de Júri que esmiuçou o homicídio que vitimou Rodrigo Bernabé Buffon, 46 anos, na noite de 27 de novembro de 2020, no bairro Movelar, Linhares, Norte do Espírito Santo, começou às 09h30.  O resultado foi o melhor possível para a ré: O Conselho de Sentença formado por seis mulheres e um homem acatou a tese dos criminalistas que defenderam Vanessa, e a inocentaram.

Legítima defesa – O argumento apresentado pela equipe do criminalista Júnior Mendonça mostrou detalhes relativos aos números recentes de feminicídios registrados no Brasil e, assim como disse ao Eu Vi em Linhares antes do julgamento, a equipe de Mendonça pediria a inocência da ré alegando que se ela não matasse seria ela quem teria morrido.

A sentença foi lida por volta das 18h desta sexta-feira (13). O júri foi presidido pelo Juiz Tiago Camata, e a acusação ficou por conta do Promotor de Justiça Marcelo Victor Amorim Gomes de Melo.

Equipe da defesa – Advogados criminalistas Antônio José de Mendonça Júnior, Petrius Abud Belmok, Aline Gomes Barbosa, Jhuly Sobreiro Correia Medeiros, Eliezes de Menezes Palmares, Monique de Oliveira Mendonça e Guilherme Paulo Silva.

Assistentes de acusação – Advogados criminalistas Leandro Freitas de Souza, Simone Vieira de Jesus e Guilherme Oliveira Cruz. Nós obtivemos a informação de que a acusação irá recorrer.

Saiba mais – Conforme informamos ontem (12), a ré passou a noite no presídio feminino de Colatina, enquanto os jurados foram levados para um hotel, em Linhares, num veículo dirigido por um motorista do fórum. Dois oficiais de justiça foram junto e permaneceram no hotel a fim de garantir a incomunicabilidade. O primeiro dia de júri terminou nos primeiros minutos da madrugada desta sexta. E o segundo dia de trabalhos resultou na absolvição.

O 2º dia de júri - A expectativa estava em torno do interrogatório da ré, e a defesa da acusada deixou claro que ela responderia apenas as perguntas da defesa e dos Jurados; ou seja, valeria o direito que Vanessa e qualquer pessoa julgada tem.

Às 13h40 foram iniciados os debates, com a fala do Ministério Público e Assistentes de Acusação. E eles falaram até às 15h10, requerendo a condenação da ré. Às 15h35 a defesa iniciou os debates.

Depois o júri transcorreu em clima suspense, até que após a “sala secreta” veio a sentença: Vanessa foi absolvida por legítima defesa.

O crime – O Eu Vi em Linhares cobriu o crime, e em uma das manchetes consta que, de acordo com o relatório do Boletim da Polícia Militar, populares disseram que o ato (a iniciativa da ré) teria sido intencional.

O veículo atropelador, um Fiat Uno, era conduzido por Vanessa que na época tinha 26 anos. Ela precisou de atendimento médico e foi levada pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Geral de Linhares (HGL), de onde uma guarnição a bordo da viatura 4454 a conduziu à 16ª Delegacia Regional de Linhares (DRL). Atualmente a ré está presa na cidade de Colatina.

Testemunha – Ainda na cobertura do fato, o destaque foi para o que disse uma testemunha, um homem de 31 anos. Ele relatou que houve uma briga entre o casal e que depois, a ré teria passado com o carro por cima do marido, e que em seguida deu ré sobre a vítima, ou seja, passou por mais de uma vez por cima de Rodrigo.

A testemunha ainda disse que Vanessa teria descido do veículo, e efetuado tapas na cabeça de Rodrigo, que estava agonizando, preso sob o Fiat Uno. Conforme explicou, a testemunha informou ter tentado ajudar a vítima, colocando um macaco na tentativa desesperada de levantar o Uno e retirar Rodrigo dali, sem êxito. Clique aqui para comentar esta notícia e seguir o Eu Vi em Linhares no Instagram.