Imagine-se em um barco à deriva, lutando contra as ondas de uma tempestade. Cada tentativa de controlar a água que entra no barco é fútil; o que realmente importa é aprender a navegar com as correntes, não contra elas.
Esse é o poder de soltar o controle.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), aprendemos que a preocupação com o incontrolável alimenta a ansiedade.
Pessoas que sentem muita ansiedade podem achar difícil tolerar a ideia de que não podem prever ou controlar completamente os eventos futuros.
Essa intolerância à incerteza pode manifestar-se em comportamentos como a preocupação excessiva, o planejamento meticuloso e a busca constante por segurança.
Essas estratégias, embora temporariamente aliviem a ansiedade, reforçam a crença de que a incerteza é inaceitável. A longo prazo, isso cria um ciclo
prejudicial, pois a vida é inerentemente incerta, e tentar eliminar totalmente essa
incerteza é uma tarefa impossível.
Para amenizar isso o segredo está em focar no que você pode controlar: suas reações e decisões.
Para praticar isso, comece por identificar as situações que estão além do seu controle e escreva-as em um papel. Ao lado, escreva o que está sob seu controle, como suas ações e escolhas. Agora, concentre sua energia no que você pode mudar.
Por exemplo, se a insegurança no trabalho está te consumindo, foque em melhorar suas habilidades ou na forma como se prepara para os desafios. Ao reconhecer e aceitar que não pode mudar certos aspectos, você libera espaço mental e emocional para se concentrar no que realmente importa.
Lembre-se, soltar o controle não é se entregar ao caos, mas sim aceitar que a vida é imprevisível e que a verdadeira força está em adaptar-se com resiliência. Ao adotar essa estratégia, você estará navegando com mais leveza, encontrando paz e aproveitando melhor o que realmente está ao seu alcance.
Daiane Melo, psicóloga CRP 16/6980.
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