Brasil Javier Milei
Milei rejeita pedir desculpas a Lula: ‘Por acaso não foi preso por ser corrupto?’
Em resposta, Milei voltou a dizer que considera Lula “corrupto” e “comunista”.
29/06/2024 12h13
Por: Redação

O presidente da Argentina, Javier Milei, rechaçou nesta sexta-feira, dia 28, a cobrança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que se desculpasse por ter dito, segundo o petista, “muita bobagem” sobre ele e o Brasil durante a campanha eleitoral no ano passado. Em resposta, Milei voltou a dizer que considera Lula “corrupto” e “comunista”.

“As coisas que eu disse, ainda por cima, são corretas. Qual o problema de chamá-lo de corrupto? E por acaso não foi preso por ser corrupto? Eu o chamei de comunista. E por acaso não é comunista? Desde quando tenho que perdir perdão por dizer a verdade?”, rebateu Milei, durante entrevista à TV La Nación+. “Ou estamos tão doentes pelo politicamente correto que não podemos dizer a verdade à esquerda, mesmo que seja verdade?”

O argentino insinuou que o petista agiu com infantilidade ao fazer a exigência de um perdão público e o acusou novamente de ter interferido na eleição argentina. Como o Estadão mostrou, Lula e o PT apoiaram a campanha do ex-ministro da Economia Sergio Massa, candidato peronista derrotado no ano passado.

Na quarta-feira passada, Lula condicionou aceitar uma reunião de trabalho e sentar-se à mesa com Milei a um pedido de desculpas público por parte do argentino. Por meio de um porta-voz, a Casa Rosada imediatamente afirmou que Milei não tinha do que se desculpar.

Invertendo o pedido de desculpas de Lula, Milei afirmou que, na verdade, quem deveria pedir perdão é o presidente brasileiro. “Vão me pedir desculpas pela quantidade de mentiras disseram a meu respeito durante a campanha (eleitoral)?”, disse.

O trecho da entrevista foi replicado no perfil do X (antigo Twitter) do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e disseminado por apoiadores de Milei e do ex-presidente Jair Bolsonaro, que são aliados políticos. Milei é tratado pelo grupo como ícone da direita latina.

Por Juliano Galisi e Felipe Frazão