Religião Polêmica
Governo Lula proíbe evangelismo em presídios. "A família vai pregar", diz leitora
"É algo tão brusco, para não dizer sujo, que a mídia apoiante (do governo) já fala que proíbe o dízimo nos presídios", diz um pastor pentecostal.
06/05/2024 04h15 Atualizada há 2 anos
Por: Redação
Uma nova resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), ligado ao Ministério da Justiça, recomenda algumas mudanças nas reuniões religiosas em presídios com objetivo de garantir a liberdade religiosa.
 
"Eu soube disso no culto, e  não podemos desistir não. Nós, cristãos, sabíamos que se ele ganhasse seria assim. E ficamos com a Bíblia, de continuar com a missão de levar a Palavra de Deus nos presídios. Se ninguém puder entrar (para evangelizar) a própria família prega. Tem muitos parentes de presos que são servos, e a Palavra de Deus continuará entrando lá (na prisão). Ninguém vai parar a Igreja do Senhor", garante a tia de um interno que cumpre pena por homicídio, na Penitenciária Regional de Linhares (PRL).
 
Para amenizar, o Governo brasileiro usa palavras que a maioria dos cristãos nem entende: vetar o "proselitismo religioso", que nada mais é que, em termos gerais, proibir o evangelismo de presos nas unidades prisionais do país. A parte polêmicas do texto, apesar de não ter força de lei, orienta os presídios a vetar o tal proselitismo religioso, ou seja, a prática de apresentar uma crença para uma pessoa que professa outra.
 
"É algo tão brusco, para não dizer sujo, que a mídia apoiante (do governo) já fala que proíbe o dízimo nos presídios", diz um pastor pentecostal, que pede para ter o nome omitido, "não por covardia, mas por cautela", conforme explicou. "Nós pregamos o arrependimento, pregamos o amor de Jesus Cristo, que lá na cruz, no momento de sua morte por nós, perdoou um ladrão que se arrependeu. E, dentro dessa certeza de que depois Jesus ressuscitou, ensinamos, também, a importância de se devolver o dízimo. Mas somente os nascidos de novo é que entendem isto", justifica o pastor.
 
Publicada no Diário Oficial da União(DOU), de 29 de abril, a resolução garante que representantes de todos os credos tenham acesso aos presídios, desde que não se procure converter presos a aceitarem uma religião diferente da dele ou se tente convencer os que não possuem nenhuma religião.
 
Em outro ponto, o texto proíbe que a direção de um presídio obrigue um detento a participar de reuniões religiosas como medida disciplinar, ou para receber alguma regalia, ou benefício; e diz também que nenhum preso “poderá ser obrigado a aderir a determinada linha religiosa como requisito para transferência, admissão ou permanência” na cadeia. Clique aqui e siga o Eu Vi em Linhares, e comente as nossas notícias.