A Penitenciária Regional de Linhares (PRL), foi cenário de morte neste sábado (20). O interno Lucas Rodrigues Maio, de 30 anos, que cumpria pena por roubo e estava preso desde 28 de novembro de 2017, teria tentado se evadir da unidade prisional, e desobedecido ordem de parada ao ser descoberto pela Polícia Penal, quando foi atingido por um disparo de arma de fogo. Levado para um hospital, não resistiu.
Nós buscamos mais informações com a Secretaria da Justiça (Sejus), que também respondeu em nome da Polícia Penal do Espírito Santo. A nota diz que a unidade realiza a custódia de presos do regime semiaberto.
De acordo com a Sejus, o interno tentou empreender fuga da unidade prisional ao tentar alcançar a muralha, que fica localizada nos fundos da Penitenciária. Nisto, policiais penais advertiram e perseguiram o detento dando inúmeras ordens de parada, que não foram acatadas por ele.
Na ação foi realizado disparo de arma de fogo, atingindo o interno. “Ele recebeu os primeiros socorros de imediato, sendo levado ao Hospital Rio Doce, mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito”, diz a nota.
Ainda de acordo com a Sejus, o secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, explica que um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) será aberto para apurar todas as circunstâncias do fato.
"É atribuição do policial penal atuar pela segurança da unidade e impedir que fugas aconteçam. O policial está amparado pela excludente do estrito cumprimento do dever legal e pode fazer uso da força, quando necessário. Entretanto, é preciso esclarecer completamente como e o que motivou o disparo. Lamentamos profundamente o desfecho da ocorrência, com um final tão grave e sempre indesejado. A Corregedoria acompanha o caso e o servidor deverá ser afastado das funções durante a apuração em curso até que as conclusões sejam apresentadas", disse Rafael Pacheco.
O diretor-geral da Polícia Penal do Espírito Santo, José Franco Morais Júnior, lamentou o falecimento do preso da justiça e ressaltou que o trabalho policial envolve decisões delicadas em um curto espaço de tempo.
“A decisão de proteger a sociedade evitando a fuga teve um desfecho que não gostaríamos. Os processos necessários para o detalhamento do caso serão instaurados para que haja total lisura e transparência”, disse José Franco.
O policial penal se apresentou voluntariamente na 16ª Delegacia Regional de Linhares, entregou a arma que estava em sua posse para ser periciada pela Polícia Científica e foi liberado.
O inquérito será instaurado na Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares. “A unidade prisional presta apoio à família do interno. O fato foi comunicado aos órgãos que compõem o sistema de justiça”, encerra a nota. Clique aqui e siga o Eu Vi em Linhares no Instagram, e comente as nossas notícias.