Foi com o coração na boca que a torcida do Rio Branco comemorou, na noite deste sábado (13), o título do Capixabão. Em seu primeiro ano como SAF, o Capa-Preta bateu o Rio Branco de Venda Nova nos pênaltis por 3 a 2, após derrota no tempo normal por 1 a 0, e garantiu o seu 38º título estadual.
A partida aconteceu no estádio Kleber Andrade, em Cariacica, diante de quase 10 mil torcedores. Com destaque para o goleiro Neguete e o atacante Edinho nos pênaltis, a festa é Capa-Preta. Os dois times finalistas do Capixabão já haviam garantido vaga na Copa do Brasil do ano que vem.
Com o título do Capixabão, o Rio Branco ainda se classificou para a Série D do Brasileiro e para a Copa Verde — torneio regional que reúne equipes do Norte, Centro-Oeste e Espírito Santo —, também de 2025. Ainda embolsou R$ 130 mil de premiação. Já o time de Venda Nova vai receber R$ 60 mil pelo vice-campeonato.
O jogo
O Rio Branco de Venda Nova surpreendeu já na escalação, com o goleiro Pedro Freitas estreando na competição justamente no jogo mais importante. Isso porque o titular, Pedro Zanette, candidato a craque do Capixabão, sentiu lesão e foi barrado. E o estreante já mostrou serviço aos dois minutos, quando Ferrugem fez ótimo cruzamento na cabeça de Kieza, que mandou para o gol, mas viu o goleiro fazer uma linda ponte e segurar a bola sem dar rebote.
Do outro lado, Neguete apareceu pela primeira vez aos nove minutos, ao defender a finalização de Pepeu. Aos 20, novamente Pepeu apareceu bem pelo lado esquerdo do ataque, driblou o lateral Augusto Potiguar já dentro da área e chutou forte, mas a bola desviou em Carbonieri e foi para fora.
Aos 30, Marcus Vinícius chegou a acertar a trave esquerda do goleiro Neguete e, no rebote, Bersan balançou as redes, mas o árbitro Dyorgines Padovani já havia parado o lance, marcando falta do atacante. O Rio Branco respondeu em cobrança de falta de João Paulo aos 37, parando em boa defesa de Pedro Freitas.
Aso 45, o Rio Branco de Venda Nova testou nova estratégia e quase abriu o placar com Bersan, que arriscou de longe e acertou o travessão do goleiro Neguete. Já nos acréscimos, a estratégia deu certo. Desta vez, com Pepeu. De muito longe, ele acertou um lindo chute, com muita curva, enganando o goleiro Neguete e abrindo o placar para o Brancão Polenteiro: 1 a 0.
O Rio Branco de Venda Nova voltou animado para o segundo tempo e quase virou o jogo aos 10 minutos, novamente com Bersan, mas Neguete fez grande defesa.
Com o passar do tempo, a pressão do Brancão Polenteiro diminuiu. Entretanto, o Rio Branco também não conseguia encaixar o seu jogo. Os últimos minutos foram sem emoções, com as duas equipes esperando os pênaltis.
O Rio Branco de Venda Nova abriu as cobranças com Roberto Júnior, que descolou Neguete e fez 1 a 0. Aloisio bateu o primeiro do Capa-Preta e parou no goleiro Pedro Freitas. Arthur Faria fez 2 a 0 para os polenteiros e Pedro Freitas pegou mais um, desta vez, de Maranhão. Juan poderia ampliar a vantagem, mas bateu no travessão. Na sequência, Dieguinho finalmente converteu a primeira cobrança alvinegra.
Na quarta cobrança, Gabriel Jordan bateu e Neguete fez a defesa, mantendo o Rio Branco vivo. Augusto Potiguar bateu muito bem a quarta cobrança do Capa-Preta e empatou em 2 a 2. Dodô foi para quinta cobrança e “recuou” a bola para a defesa de Neguete. Aí, sobrou para Edinho, aos 41 anos, decidir o campeonato. E foi o que ele fez, batendo no canto esquerdo do goleiro Pedro Freitas e saindo, entre lágrimas, para comemorar.
RIO BRANCO: Neguete; Augusto Potiguar, Gustavo Carbonieri, Gabriel Araújo e João Paulo; Mariano (Klauber), Ferrugem (Wagner Manaus), Carlos Vitor (Dieguinho); Maranhão, Matheus Costa (Aloisio) e Kieza (Edinho). Técnico: Rodrigo César
RIO BRANCO/VN: Pedro Freitas; Caio, Ruan, Roberto Júnior e Dodô; Jorge, Canário (Gabriel Jordan), Bersan (Arthur Faria), Pepeu (Ronaldy), Marcudinho (Juan); Marcus Vinícius (Waschington). Técnico: Leomir Constâncio
GOL: primeiro tempo — Pepeu, aos 45 minutos
ÁRBITRO: Dyorgines Padovani
RENDA: R$ 198.740,00
PÚBLICO: 9.841 presentes
Com informações da Folha Vitória