Noite de quinta-feira (28), véspera do feriados da sexta-feira santa (29), e a Polícia Militar é chamada em um hotel que funciona no Centro de Linhares. Parecia uma ocorrência que terminaria na delegacia e depois tudo voltaria ao normal, mas, conforme cita o Boletim da ocorrência, um hospede foi parar no hospital, e em seguida veio a óbito. Vamos aos detalhes:
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A ocorrência traz o horário de 23h35, e que a guarnição ouviu do porteiro do estabelecimento que o hóspede do quarto 212 gritava por socorro. Os gritos também foram ouvidos pelos policiais já na porta do quarto, bem como o som de que o hóspede estaria quebrando alguma coisa no compartimento.
Outra equipe foi acionada e as guarnições iniciaram o diálogo para que a porta fosse aberta, mas o acesso precisou ser arrombado. Cita o relatório do Boletim, que o hóspede, identificado como Carlos Ernani Mendonça Peixoto, 40 anos, apresentava descontrole emocional, e comportamento agressivo.
Os policiais o encontraram dentro do banheiro, em pé, no vaso sanitário, e de posse de uma chave de fenda. A solicitação para que o homem largasse a o objeto e deitasse no chão não foi obedecida, diz o BU, e ele, em meio à agitação e euforia, teria utilizado força física contra as guarnições. O hóspede foi contido e os policiais observaram diversos danos no quarto e no banheiro e muitos objetos pessoais espalhados.
Nas buscas, foi encontrado no armário um papelote, já vazio, que seria de cocaína. Na busca pessoal, foi encontrado outro papelote, porém, cheio, no bolso traseiro da bermuda do revistado.
Foi realizada busca também no veículo usado pelo hóspede, um Onix preto, e mais dois pinos vazios, utilizados para embalo de droga, foram encontrados. O veículo estava estacionado fora da garagem do hotel.
O material citado foi apreendido, e os pertences do hóspede entregue para a gerência do hotel. E, do hotel, as guarnições levaram o hóspede ao Hospital Geral de Linhares (HGL), devido ele apresentar agitação psicomotora e a todo momento chutava e batia com a cabeça contra o interior da viatura no compartimento de segurança.
No HGL, cita ainda o BU, que o médico fez o atendimento e que o hóspede sofreu uma parada cardiorrespiratória, não respondendo aos procedimentos de reanimação, vindo a óbito.