Colunistas Ansiedade x M x H
Ansiedade sob a Lente de Gênero: Mulheres recebem o dobro dos diagnósticos. Psicóloga explica
A profissional coloca os pingos nos is na comparação com os homens.
17/02/2024 11h08 Atualizada há 2 anos
Por: Redação

Você sabia, que nós mulheres apresentamos um risco significativamente maior comparado com o dos homens para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade ao longo da vida?

A ansiedade é uma emoção natural, porém, quando ela passa do equilíbrio, prejudica a qualidade de vida, o cotidiano se torna cheio de preocupações, medos e sensações de pânico. Entre os sintomas mais comuns estão à visão irreal de problemas, estar sempre nervosa, irritabilidade, tensão muscular e dor de cabeça, dificuldade de concentração, náuseas ou queimação no estômago, cansaço constante, dificuldade para dormir e se assustar facilmente.

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De acordo estudos as mulheres têm probabilidade significativamente maior do que os homens de desenvolver transtorno do pânico (7,7% x 2,9%), Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) 6% x 3%) ou Transtorno de estresse pós traumático (TEPT) (12,5% x 6,2%),  e Fobia Social (FS) (15,5% nas mulheres x 11,1% nos homens). Além disso, as mulheres têm maior gravidade de sintomas, maior cronicidade e maior prejuízo funcional.  Entre as prováveis causas dessa diferença entre os sexos, estão os fatores genéticos e a influência exercida pelos hormônios sexuais femininos e a cultura da sociedade.

Ademais, a sociedade muitas vezes considera a ansiedade como frescura e espera que as mulheres sejam fortes e resilientes, o que pode dificultar a busca por ajuda e apoio. As mulheres desempenham inúmeros papeis (mães, esposas, filhas, trabalhadoras). A sobrecarga de trabalhos e o acúmulo da função social acabam proporcionando poucas horas de sono e má alimentação, fora questões de baixa autoestima, traumas, fatores que desempenham um papel significativo no desenvolvimento da ansiedade.  Diante ter diversas funções e menos tempo para se cuidar, a mulher acaba pensando nas necessidades dos outros e adoecendo.

Ademais, devem ser realizadas estratégias de enfrentamento —  tais como: período de tempo para si, realizar  atividade física ou um tempo maior com amigos e familiares, aceitar receber ajuda, mesmo que não seja da maneira ideal que você visualiza. A  sobrecarga está diretamente ligada a um ciclo, sem pausas, de multitarefa. Costumo dizer que comece pelo simples, tirando 5 minutinhos para um banho relaxado, tomar um café. O mundo não para se você desacelerar um pouco. 

Mas nem sempre conseguimos realizar isso sozinha, felizmente, existem tratamentos disponíveis, a terapia cognitivo-comportamental e ou uso de medicação pode ajudar as mulheres a gerenciar sua ansiedade de forma eficaz. Conjuntamente o apoio de amigos, familiares, é possível trabalhar para melhorar a saúde mental da mulher e ajudá-las a enfrentar os desafios da vida moderna.

Lembre-se de que problemas de saúde mental são condições comuns, mas graves; e que podem ser tratados. Se você conhece alguém em que é possível observar os sinais citados ou os reconheceu em sua vivência não deixe de procurar ajuda! Entre em contato comigo e veja as várias alternativas para alcançar bem-estar e qualidade de vida!


Daiane Amaral de Melo
Psicóloga CRP 16/6980
Instagram: @daianemelopsicologa
Whatsapp: (27)999225583