Polícia Feminicídio
181: Nego Gita falta a julgamento e pega cadeião pela morte de Tânia em Linhares
Ele tem uma ficha criminal bem ampla, e vale a sua denúncia para o 181. O Júri aconteceu nesta segunda (27).
27/11/2023 16h23
Por: Redação

A morte de  Tânia Maria de Souza Matos, que tinha 45 anos quando foi assassinada no dia 15 de outubro de 2012, no Córrego Farias, interior de Linhares, foi o motivo do julgamento desta segunda-feira (27) no Fórum Desembargador Mendes Wanderley. O autor, o réu Antônio Carlos dos Santos, o Nego Gita (foto), 49 anos, que também usa o nome de Laerte Alves Martins, matou por não aceitar o fim do relacionamento com a vítima, e foi condenado, "pegou" cadeião, mas nem se importou em comparecer ao julgamento. Vejamos:

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Nego Gita, que na foto aparece em uma cena de prisão no HGL, em 2015, foi condenado pela prática do crime de feminicídio consumado, e o Juiz Tiago Camata, Presidente da Pauta, fixou a pena definitiva em 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Como ele não compareceu ao Julgamento, é considerado foragido. O magistrado pede para a população denunciar no 181 caso saiba onde o réu está.

No júri, o Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano atuou na acusação representando o Ministério Público, e os advogados Deo Moraes Dias e Johnatan Jesus Lopes Pimenta atuaram na defesa.

Quando postamos sobre o agendamento do júri, conversamos com o criminalista Deo Moraes Dias, nomeado pela justiça, sobre a defesa de um indivíduo do réu: “Amo meu trabalho e não escolho júri, nunca”, disse o advogado, entre outras sábias palavras.

Saiba mais sobre o réu – Na ocasião da foto em destaque, quando o réu foi preso no HGL, em 2015, o Site Eu Vi em Linhares lembrou a fala do delegado André Jaretta Ardison, que estava à frente da DHPP de Linhares à época da prisão, e informou que pesavam outros crimes do gênero em desfavor de Nego Gita. No caso de Tânia, ele usou uma arma de fogo e matou a vítima com um tiro na cabeça.

O réu, conforme informou Jaretta quando ocorreu a prisão, também possuía um mandado por sentença condenatória nos autos do processo 349-65.2010.8.08.0030.0001, em que ele foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão. "Cadeinha" em vista do que ocorreu nesta segunda-feira (27).

Mas a fala de Jaretta não parou por aí: O mesmo Nego Gita ainda era apontado como suspeito de ter praticado um homicídio em Sooretama em 18 de abril de 2009, e também possuía pendências na Comarca de Jaguaré.

Apontado como um indivíduo de alta periculosidade, ele foi parar no HGL com uma das pernas fraturada, e tentou enganar os policiais civis dando nome falso, esse que divulgamos acima.