Um momento único, que marca a vida escolar e que para muitos definiu, ou pelo menos instigou, a profissão: Estudar Direito para ser advogado, juiz ou promotor de justiça. Assim aconteceu nesta terça-feira (31) no Tribunal do Júri do Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares, quando mais de 70 alunos do Ensino Médio das escolas José de Caldas Brito e Ifes, na faixa etária de 16 e 17 anos, acompanharam o julgamento de um réu, condenado por tentativa de homicídio qualificada, corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo. Juntos, os crimes somaram exatos 26 anos de reclusão. Ou seja: verdadeiro cadeião.
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“Essa ação (levar os estudantes) dá muito trabalho, precisamos providenciar transporte, refeições, acompanhamento constante. Tirar essa quantidade de alunos da escola é uma luta. Mas, se eu conseguir mudar a vida e um futuro de um único aluno com esse projeto, eu estou satisfeita. Fui com dois professores, Welber e Ângelo. O Dr. Claudeval (Promotor de Justiça) é sempre o preferido dos alunos”, disse a professora Queila, idealizadora do projeto.
Crime não compensa – A professora disse que “é uma experiência incrível e enriquecedora”, pois permite que os estudantes vivenciem a prática da justiça e percebam que a vida no crime não compensa. E ela reconhece: “Só existem dois fins para quem escolhe esse caminho: a morte ou a cadeia. Meu objetivo, enquanto professora, é fazer os adolescentes compreenderem isso. Ver a forma como os alunos ficam atentos a cada detalhe do julgamento, a forma como eles se interessam por tudo é satisfatória. Os olhos brilham”, justifica.
Encorajamento – Queila ainda destacou: “O incentivo do juiz Tiago Camata, é encorajador. A fala dele é voltada aos jovens, para que se dediquem aos estudos e persistam na busca por um futuro promissor. Eu acredito que essa ação muda pessoas, muda a forma como a sociedade jovem vê a justiça, muda o futuro dos adolescentes, pois muitos saem com um objetivo de vida, um projeto de vida. Muitos afirmam que já escolheram a profissão”, disse professora.
Fotos – E, claro, o momento rendeu muitas fotos no “currículo” dos futuros advogados, magistrados, promotores de justiça. O Juiz Tiago Camata e o Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano agora são uma espécie de mentores para o futuro promissor que a professora tanto anseia para os estudantes.