Um sentimento de alívio pela resposta rápida vinda das polícias Civil e Militar, mas que em nada interfere na revolta e sensação de impunidade. É assim a vida do leitor que nos enviou um desabafo sobre a apreensão de um adolescente de 15 anos, apontado como envolvido no triplo homicídio que vitimou Carlos Henrique Trajanos, de 15 anos; Kauã Loureiro, de 15 anos; e Wellington Simon, de 14. Eles foram sequestrados no dia 18 de agosto último, e após extremamente torturados, ainda foram obrigados a cavar as próprias covas onde os corpos foram encontrados.
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O infrator era o único envolvido, de acordo com as investigações, que faltava ser alcançado para pagar pelo, no caso dele, ato infracional. Ao informar sobre a apreensão, o delegado Fabrício Lucindo Lima, chefe da 16ª Regional de Linhares (que coordenou o trabalho da equipe do delegado Eudson Ferreira Bento), disse que o infrator, além do ato acima, tinha mandado de internação expedido pela justiça por tráfico de entorpecentes, porte ilegal de arma de fogo, e disparo de arma de fogo em via pública.
Spa – Inconformado com o desfecho que tem os chamados “atos infracionais”, no caso, o triplo homicídio, o leitor, que é parente de uma das vítimas, lembrou que além do infrator de 15 anos, há o de 17, apreendido logo após o crime que abalou a cidade. “Esse, logo completa a maioridade, e o que foi ‘preso’ no Sayonara essa semana, tem a idade de dois dos três que ele ajudou a matar. Agora, vai pro spa, viver às custas da gente”, comentou ele referindo-se ao sistema que priva, por um certo período, a liberdade dos que cometem os atos infracionais.
Com a apreensão do adolescente de 15 anos, finalmente será encaminhado para Justiça, o inquérito sobre o sequestro e assassinato das vítimas. O delegado disse que durante o interrogatório o adolescente negou a autoria dos atos infracionais, “mas existem provas cabais de sua participação”.
O veículo utilizado para transportar as vítimas foi apreendido, a arma usada para assassinar os adolescentes também foi apreendida; o adolescente de 17 anos citado pelo leitor, continua apreendido, e a polícia também prendeu um motorista de app, de 43 anos, além de Marcos Vinicius Coutinho de Carvalho, o Caíque, de 20 anos. Outro envolvido, Adaiton de Oliveira Santos, 32 anos, o Piranha, foi morto a tiros na cidade e Nova Venécia.
De acordo com a lei no Brasil, os adolescentes permanecem até 3 anos “presos”, a depender do Poder Judiciário. Depois ficam livres, em todos os sentidos. Já os adultos, também conforme a lei no Brasil, enfrentam júri popular e, se condenados, podem pegar “cadeião”, mas, após algum tempo, contam com diversos benefícios impostos também pela lei, incluindo a “saidinha” temporária.