Polícia Cadeião duplo
Lequinha e Nego Dito pegam cadeião pela morte de MC Mordida em Linhares
Júri foi presidido pelo Juiz Tiago Camata, e aconteceu hoje (21). Quatro homens e três mulheres formaram o conselho.
21/09/2023 21h22
Por: Redação

Sem réplica e tréplica, com começo às 9h e conclusão às 18h20 dessa quinta-feira (21), um dos julgamentos mais esperados da semana no Fórum de Linhares, esmiuçou as circunstâncias da morte de Thiago Pereira de Azevedo, o MC Thiago Mordida. O crime aconteceu no dia 14 de abril de 2007, por volta de 15h, no bairro Aviso. Na mesma ocasião, a companheira de Mordida escapou por pouco. Vamos aos detalhes do júri, cuja pena foi a máxima para os dois réus que enfrentaram a justiça: Alex dos Santos Jovêncio, o Lequinha, 38 anos; e Jacques da Conceição Santos, o Nego Dito, 39.

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A defesa e a acusação – Os advogados Petrius Abud Belmok e Paulo Antônio Pinto Braga defenderam Lequinha; enquanto Deo Moraes Dias e Tatiana Carvalhinho Mota defenderam Nego Dito. Os criminalistas “bateram de frente” com a acusação firme do Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano, que representou o Ministério Público. Uma das frases que marcou na fala dele foi “criminoso só respeita a lei na cadeia”.

Os jurados e o Juiz – Os jurados, sendo quatro homens e três mulheres, condenaram os dois réus pela prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal), e o Juiz Tiago Camata, que presidiu o júri, fixou a pena definitiva, tanto para Lequinha quanto para Nego Dito, em 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Os réus respondiam ao processo em liberdade, e a prisão preventiva dos dois foi decretada em Plenário.

Rivalidade de gangues – A vítima, Thiago Pereira de Azevedo, o MC Thiago Mordida, conforme consta nos autos, pertencia à Gangue do Gogó da Ema. Já os réus, seriam integrantes da Gangue do Cavaco. No dia do crime, após ser atingido pelos disparos de arma de fogo, Mordida ainda levou muitas coronhadas na cabeça e chutes pelo corpo, mas chegou a ser socorrido e levado para o hospital, onde já teria chegado sem vida. 

Anos atrás, um indivíduo também citado nos autos, enfrentou os jurados e foi absolvido. Tem, ainda, outros, também citados, e que também foram assassinados. Denúncias que chegaram a nossa Redação dão conta de que um desses mortos teria efetuado o tiro fatal na vítima e depois lambido o sangue que havia respingado na camisa.