“Ela era muito trabalhadora, guerreira, fazia de tudo por uma vida digna, e todo mundo gostava dela”. As palavras são de um pescador de Pontal do Ipiranga, Linhares. O domingo (10) ensolarado amanheceu por lá com o assunto em praticamente toda a comunidade que fica no litoral do Município. Conforme já manchetamos, Andreia Cristina da Silva, 48 anos, foi morta a golpes de faca dentro da própria residência dela. Na foto em destaque ela estava feliz da vida, ao receber diploma de um curso. E nós temos mais detalhes sobre a ocorrência:
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Consta do relatório policial que durante a perícia de profissionais no local do crime, foi encontrado no interior da residência uma medida protetiva datada de 29 de agosto do ano em curso, 2023, em desfavor do companheiro da vítima, que não terá o nome divulgado por estar ainda o crime em investigação.
Contudo, o mesmo relatório cita que o homem foi conduzido/detido, para as devidas declarações e descumprimento da referida medida. Ainda segundo a informação contida no Boletim policial, o home possui histórico de prisão civil, ameaça, posse e uso de entorpecentes.
Versão – O homem levado para a 16ª Delegacia Regional pela Polícia Militar, conforme consta no relatório policial, acionou a polícia afirmando que ao chegar em casa por volta das 20h, teria encontrado a companheira deitada no sofá, toda ensanguentada, aparentando estar morta.
A perícia constatou diversos ferimentos na “região jugular” esquerda de Andreia. Jugular é uma veia que transporta sangue da região crânio-encefálica para a veia subclávia e veia cava superior, drenando até o coração. Existem as veias jugulares externas e internas, duas de cada lado do pescoço, sendo que as jugulares internas têm calibre maior do que as externas.
Delegado pede que crimes sejam denunciados no 181 – Nós entramos em contato com o delegado Tiago Cavalcante, da DHPP Linhares, e ele disse que “tudo está sendo investigado”, mas não entrou em detalhes. Tiago apela: “Quem sabe de um crime não se omita, existem formas de ajudar a polícia sem a identidade ser revelada, sem a ajuda não há segurança, não há prisão. As pessoas, por diversos motivos, têm muito medo, e acabam não ajudando, assim fica difícil. Até porque, no 181, a segurança é total, a pessoa nem precisa se identificar”, disse o titular da DHPP local.