Polícia Fim da liberdade
Cadeião para réu que atirou na namorada grávida em Linhares
Em audiência ele havia negado, mas no julgamento admitiu que atirou na vítima.
31/08/2023 16h28
Por: Redação

Acabou a liberdade do réu Joelson da Silva Santos. Ele respondia, livre, a acusação de tentar matar uma gestante, e, simultaneamente, o filho que ela esperava, dele. Esse crime aconteceu na noite de 23 de fevereiro de 2011, no bairro Nova Esperança, Região 5 de Linhares. O júri aconteceu nesta quinta-feira (31), e os jurados condenaram Joelson, que agora vai “pegar” um cadeião, pois teve a prisão decretada em Plenário, pelo Juiz Tiago Camata. Confira abaixo os detalhes do julgamento e mais detalhes do crime:

Clique aqui e siga o Eu Vi em Linhares no Instagram

Os crimes descritos na sentença são os mesmos da denúncia do Ministério Público: homicídio qualificado, na forma tentada; e aborto tentado. o Juiz Presidente fixado a pena definitiva em 26 (vinte e seis) anos e 03 (três) meses de reclusão, em regime inicial fechado. O Juiz Presidente fixou a pena definitiva em 26 anos e 03 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

O réu foi defendido pelas advogadas Marcilene Lopes do Nascimento e Letycia Vial Pereira, e a acusação ficou por conta do Promotor de Justiça Adriani Ozório Nascimento. O julgamento começou às 9h e terminou às 13h. Saiba mais sobre crime nos detalhes abaixo:

Em audiência, então com 23 anos de idade, Joelson negou serem verdadeiros os fatos narrados na denúncia, e disse que a vítima queria casar com ele, mas ele já era casado, à época, há 6 anos. Além do compromisso, a esposa, conforme ele explicou, também estava grávida e o casal já tinha um filho.

E tem mais: Ele afirmou que no dia dos fatos estava em São Mateus, e que o filho que a vítima esperava não era dele, e que ambos se viram apenas duas ou três vezes. Já no júri desta quinta-feira, ele confirmou que atirou na vítima, e negou saber que ela estava grávida.

A vítima, na referida audiência, afirmou que namorou o réu por mais de 2 anos, e que teria sido ameaçada se a mesma  contasse que ele era o pai do filho que ela esperava, pois o réu negava que o pai era dele. A vítima estava grávida de 4 meses.

A mulher, ainda na ocasião da audiência, disse que no dia do crime estava em casa e que o então namorado falou que iria ao bar tomar cerveja e retornaria para buscá-la. Ao voltar, quando ela calçava os sapatos, e ambos falavam sobre a gravidez a qual ele  negava ser o pai, este efetuou um disparo de arma de fogo e acertou o ombro direito da mulher.

Ela tentou correr e pular o muro, mas não conseguiu e foi atingida por outro disparo, desta vez na cabeça. Em seguida recebeu mais um, na barriga. O réu, segundo a vítima, enquanto atirava falava que era para matar a criança que ela esperava.

A mulher levou um quarto disparo que lhe atingiu de raspão. Ela afirmou que fingiu um desmaio para sobreviver. E foi socorrida e sobreviveu. Nós não tivemos acesso aos dados sobre o desfecho da gravidez, mas o desfecho do crime foi dado no júri: Mais de 26 anos de reclusão.