Polícia Júri
“Cabelo” vai a júri popular por matar Arlindo com requintes de crueldade em Linhares
Esse crime foi um dos mais bárbaros de 2015 no Estado do Espírito. A vítima foi decapitada.
29/05/2023 07h17 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Está incluso na Segunda Reunião Periódica do Tribunal do Júri do ano de 2023 no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, o julgamento de Maycon dos Santos Quaresma, o Cabelo. Nos trabalhos presididos pelo Juiz da 1ª Vara de Linhares, Tiago Camata, O júri de Cabelo será o terceiro da “pautona” que conta com mais de 20 julgamentos. O crime a ser “esmiuçado” foi um dos mais bárbaros registrado no Estado do Espírito Santo em 2015.

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A vítima foi Arlindo Vitor Vieira, que tinha 47 anos quando foi assassinado e teve o corpo encontrado numa vegetação às margens de uma estrada, em Bebedouro. Arlindo foi decapitado. Ele foi, ainda, esgorjado (parte do pescoço cortada) e suas vísceras estavam expostas, além de ter os órgãos genitais cortados e colocados no interior da boca. A motocicleta da vítima  e uma espingarda de fabricação artesanal foram encontradas perto do corpo.

O assassino ainda efetuou 26 facadas em Arlindo, sendo uma no abdômen, duas nas costas, 17 no peito, três no pescoço e outras três no braço esquerdo. Ele possuía um mandado de prisão em aberto, da 3ª Vara Criminal de Linhares, respaldado pelo artigo 213 (estupro) do Código Penal.

Prisão – Cabelo foi preso em abril de 2016, no interior de Vila Valério, e a elucidação do crime se deu, conforme o delegado André Jaretta, após as apurações chegarem às redes sociais, mais precisamente ao Facebook. Foram encontradas fotos de Cabelo empunhando uma arma de fogo do tipo espingarda, além de uma faca, ou seja, instrumentos similares àqueles utilizados no crime.

O réu alegou que se vingou, pois, quando era criança e tinha nove anos de idade, a vítima teria tentado o molestar. Cabelo disse que fez isso para se vingar e “mandar um recado para todos aqueles que praticam esse tipo de crime (pedofilia). As fotos foram divulgadas pela Polícia Civil na época da prisão de Cabelo.