Polícia Morte de Rodrigo
Tião não comparece ao júri, e pega "cadeião". Defesa brilha e consegue absolver Gilmar
Em destaque, um crime passional que aconteceu no Pontal do Ipiranga. Júri foi presidido pelo Juiz Tiago Camata. E agora Tião é procurado.
30/03/2023 21h52 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Um crime passional, que vitimou Rodrigo Verley da Silva, 24 anos, e aconteceu no balneário de Pontal do Ipiranga, em junho de 2011, foi o alvo dos trabalhos desta quinta-feira (30) no Fórum de Linhares. O julgamento terminou às 19h55, e apenas um dos dois réus compareceu: Gilmar F.S. cuja defesa provou para os jurados que não existia nenhuma prova da participação dele no delito. Já o réu Sebastião Alves Neto, o Tião, mesmo intimado, não compareceu no julgamento. Confira foto dele abaixo, pois ele é procurado pela justiça. Em seguida, confira detalhes da sentença e relembre o crime.

A defesa e a acusação - "Inexistência absoluta de provas para a condenação", disse o advogado Marcos Cunha Cabral, que defendeu Gilmar e teve como assistente Luciano Cabral, ambos do escritório Cabral e Cunha Advogados. Já pela defesa do réu Sebastião, atuou o advogado Petrius Abdud Belmok, enquanto a acusação ficou por conta do Promotor de Justiça Luciano Rocha de Oliveira e do advogado Carlos Alberto de Jesus Santos como assistente.

A sentença - Os jurados absolveram Gilmar e condenaram Sebastião pela morte de Rodrigo Verley da Silva, 24 anos. A condenação foi por homicídio qualificado, e o Juiz Presidente Tiago Camata fixou a pena definitiva em 29 anos e 09 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Julgado e condenado, Sebastião Alves Neto teve a prisão preventiva decretada e já é considerado procurado.

O crime - Consta nos autos, que o réu Sebastião Alves Neto estava separado da companheira e não aceitava o fim do relacionamento. A mulher namorava Rodrigo, que no dia do crime foi seguido e acabou assassinado pelo ex companheiro dela.

Outro júri - As investigações ficaram por conta do delegado Tiago Cavalcante,  da DHPP de Linhares. Tião era pra ter enfrentado os jurados em data anterior, mas a defesa dele alegou problemas psiquiátricos.

Isso aconteceu em junho do ano passado (2022), e a 1ª Vara Criminal já tinha o Juiz Tiago Camata como titular. O magistrado ouviu dos advogados de Sebastião Alves Neto o pedido do adiamento do júri, e a defesa juntou documento sobre a internação dele numa clínica na semana anterior. 

Só que o procedimento não deu certo: O juiz decretou a prisão preventiva, e Sebastião, que estava em uma clínica fora de Linhares, foi preso ainda pela manhã, pela Polícia Civil. Foi, então, marcado novo júri, para hoje, 30 de março de 2023, e Tião agora é procurado pela justiça. Denúncias devem ser feitas no 181.