Polícia Júri
Juíza lê sentença de cadeião para Kinkim e Zói. Eles mataram Edcarlos, em 2015
Confira motivo do Juiz Tiago Camata não ter atuado, e detalhes da sentença, além de relembrar o crime.
30/03/2023 07h22
Por: Redação

A sentença (de cadeião) lida pela Juíza Valeska Mesquita Pessotti Bassetti, que presidiu o júri de ontem, 30, no Fórum de Linhares, concluiu o desfecho da morte de Edcarlos da Costa Loureiro, 47 anos, registrada em abril de 2015, no bairro Conceição, em Linhares. No banco dos réus, Marcos Felismino de Oliveira, o Kinkim, atualmente com 45 anos; e Pablo Matheus Oliveira Gomes, o Zói, 27. O julgamento terminou as 22h20. Vamos aos detalhes:

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Quem acompanhou o júri, questionou o fato de o Juiz de Direito Tiago Camata não presidir os trabalhos. E vamos logo ao que nós apuramos: o magistrado se deu por impedido, pois possui parentesco com um dos profissionais que atuou no processo por um período. Em tais hipóteses (em que um parente atuou no processo primeiramente), o Juiz fica impedido de atuar no processo, o qual é remetido para outro Juiz.

Também extremamente competente, a Juíza Valeska Mesquita Pessotti Bassetti, é titular da 2ª Vara Criminal da comarca de Linhares, e após os jurados condenarem Kinkim e Zói, a magistrada leu a seguinte sentença abaixo:

Marcos Felismino de Oliveira, o Kinkim, e Pablo Mateus Oliveira Gomes, o Zói, foram condenados pela prática do crime de homicídio qualificado, e a Juíza Presidente fixou a pena definitiva em 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado.

Kinkim respondia ao processo em liberdade e teve a prisão decretada em Plenário. Ou seja, foi para a Penitenciária Regional de Linhares (PRL). Zói respondia ao processo preso, e teve a prisão mantida.

Kinkim foi defendido pelo advogado Petrius Abdud Belmok, e Zoi contou com a defesa dos advogados Ricardo Barbieri Montibeller e Paulo Oliveira. Abaixo, relembre o crime:

Os autos citam nomes de traficantes "famosos" no Município, alguns, inclusive, estão presos faziam parte  da lista de mais procurados anos atrás. Também citam que foi o tráfico de drogas a motivação da morte de Edcarlos.

No dia 29 de abril de 2015, como sempre fazia, ele levou os filhos para a escola. Sem imaginar que era monitorado pelos réus, encontrou a morte ao chegar em casa, na Avenida Florentino Avidos, bairro Conceição. Isto foi por volta das 7h, e ele foi atingido por cinco disparos de arma de fogo.

Os autos qualificam os réus como integrantes de perigosa quadrilha do tráfico, dominante nos bairros Shell e Juparanã. Kinkim, segundo os autos, lidera a organização criminosa. Zói, ainda de acordo com a denúncia, foi quem atirou e matou Edcarlos, e Kinkim esperou no carro, um Hyundai i30, pertencente a esposa dele,  para a fuga.

Para se ter uma ideia de como o perigo ronda quem "bate de frente" com a quadrilha, de acordo com os autos, um criminoso arrolado como testemunha precisou ser colocado em segurança na PRL.