Georgeval Alves Gonçalves, apontado pela justiça como autor do duplo assassinato de duas crianças em Linhares, não será mais defendido pelo criminalista Déo Moraes no júri do próximo dia 13 de março, no Fórum Desembargador Mendes Wanderley. Georgeval vai enfrentar os jurados por ter, segundo os Autos, estuprado, torturado e matado os irmãos Joaquim Alves, na época com 3 anos, filho dele; e o enteado do réu, Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos. O crime aconteceu no dia 21 de abril de 2018, na casa onde moravam com a mãe e Georgeval, no Centro de Linhares.
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"Eu, Déo Moraes Dias, advogado nomeado pelo juízo da primeira vara criminal de Linhares, para patrocinar a defesa do acusado Georgeval Alves nos dias 13, 14 e15 de março, recebi a informação que hoje, dia 07/02, um advogado de Vitória juntou procuração aos autos e assumiu o patrocínio da causa", disse o criminalista.
E ele prosseguiu: "Portanto, quero esclarecer que não mais estarei promovendo a defesa do réu Georgeval Alves no Plenário do Tribunal do júri, como advogado dativo. Quero agradecer a todos pela compreensão, e vida que segue!", concluiu.
Nós não conseguimos dados e nem contato com a nova defesa do réu. Conforme manchetamos anteriormente, o processo tem 14 volumes de 200 páginas cada, e mais 300 horas de depoimentos em áudio visual. O Juiz que presidirá o Júri é Tiago Camata, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Linhares, e ele manteve, ao marcar o julhamento, a prisão do réu.
Entre os que foram intimados estão advogados e testemunhas no julgamento que promete ser um dos mais longos da primeira pauta de 2023. Nomes "de peso" foram arroladas pelo Ministério Público. Entre eles estão o Delegado de Polícia Romel de Abreu Júnior e o Tenente Coronel Benício Ferrari Junior e o Major André Pimentel Lugon.
Ainda arrolados pelo Ministério Público, foi requisitado o comparecimento dos Peritos Deyvid Veiga Ruy, Wanderson de Souza Lugão e Josidéia Barreto Mendonça, além de Francisco Mutz Ratzke e Fabrício Souza Pelição.
O Juiz Tiago Camata também requisitou o comparecimento dos Delegados de Polícia André Jaretta Ardison e Jauber Fornaciari Pissinale, que foram arrolados pela defesa, ainda quando Deo Moraes estava no caso.
Georgeval vai a júri sob acusação de: homicídio qualificado contra as duas crianças, estupro de vulnerável contra as duas crianças, e tortura contra as duas crianças.
O crime - Ainda dia escuro, do feriado de 21 de abril de 2018, Linhares, ainda sem saber a real dinâmica do fato, pedia orações e palavras de conforto para Georgeval. Na versão dele, o quarto das crianças teria pegado fogo. Mas não demorou para que a Polícia Civil chegasse ao terrível desfecho: Após estuprar e torturar o próprio filho e o meio-irmão dele, o réu teria simulado tudo, e as crianças podem ter sido queimadas ainda vivas.