Polícia Exclusivo
Júri: Georgeval Alves Gonçalves no banco dos réus pelas mortes de Kauã e Joaquim
As crianças, enteado e filho dele, respectivamente, foram estupradas, torturadas e assassinadas em abril de 2018, no Centro de Linhares.
16/11/2022 20h00 Atualizada há 4 anos
Por: Redação

Num processo de 14 volumes de 200 páginas cada e mais 300 horas de depoimentos em áudio visual, o júri popular mais esperado dos últimos anos em Linhares e no Espírito Santo em geral, já tem até advogado nomeado, e vai acontecer na primeira pauta de 2023. No banco dos réus estará o ex-pastor Georgeval Alves Gonçalves, acusado de estuprar e matar o filho, Joaquim Alves, na época com 3 anos, e o enteado, Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos. As crianças foram mortas no dia 21 de abril de 2018, na casa onde  moravam com a mãe e o réu, no Centro de Linhares.

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Nomeado pelo Juiz de Direito Tiago Camata, titular da 1ª Vara Criminal de Linhares, para atuar na defesa de Georgeval, o criminalista Deo Moraes Dias, foi bem direto quando foi procurado pelo Eu Vi em Linhares: "Por mais brutal que seja o crime, todo homem/mulher tem direito a defesa. Fui nomeado e atuarei como profissional", disse ele.

A decisão de que Georgeval enfrente os jurados foi proferida em maio de 2019, e a sentença de pronúncia foi do então juiz da 1ª Vara Criminal de Linhares, André Bijos Dadalto. O magistrado decidiu que o acusado responderá pelo crime de duplo homicídio qualificado, estupro de vulnerável e tortura.

Repercussão - O julgamento está previsto para ocupar pelo menos três dias de júri, e vai atrair a atenção da imprensa do Brasil inteiro para Linhares. Parentes das vítimas, pessoas que conheciam a família, e membros da igreja que Georgeval presidia, no bairro Interlagos, bem como quem não faz parte de nenhum desses grupos citados, estarão na expectativa da sentença.

O crime - Ainda dia escuro, do feriado de 21 de abril de 2018, Linhares, ainda sem saber a real dinâmica do fato, pedia orações e palavras de conforto para Georgeval. Na versão dele, o quarto das crianças teria pegado fogo. Mas não demorou para que a Polícia Civil chegasse ao terrível desfecho: Após estuprar e torturar o próprio filho e o meio-irmão dele, o réu teria simulado tudo, e as crianças podem ter sido queimadas ainda vivas.