Estado Não vamos liberar
“Cansamos de reunião, queremos segurança”: Moradores de Urussuquara e Barra Seca radicalizam sobre bloqueio de estrada
Polícia chega ao local, e organizadores citam nome de político “que prometeu e não cumpriu”.
03/10/2022 09h55 Atualizada há 4 anos
Por: Redação

Até por volta de 9h50 desta segunda-feira (3), moradores de Barra Seca e Urussuquara que bloquearam a estrada em dois pontos, afirmaram que não querem mais saber de reunião, mas de solução para o que eles chamam de “insegurança total” naquelas comunidades. Barra Seca e Urussuquara têm fortes laços com Linhares, apesar de pertencerem ao Município de São Mateus.

 

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“Nossos votos, nossos impostos, nossos trabalhos, não são diferentes daqueles de quem tem a presença de agentes de segurança. Não podemos nos ausentar de casa, que os arrombadores agem e levam tudo. E o pior de tudo são os roubos, que é quando temos armas apontadas para a família”, revolta-se um morador, que também mantém investimento no comércio local.

Pouco antes das 10h, após quase 6 horas de bloqueio, uma moradora disse que acontecia diálogo com a Polícia Militar. “Mas precisamos da presença deles (os policiais) fora do bloqueio. Eles ficam muito longe de Urussuquara e Barra Seca, e não dão conta de chegar a tempo para buscar e localizar os bandidos”, explica ela.

Já outro morador disse que durante a campanha política para deputado estadual, “vieram as promessas rotineiras”, e que nesta manhã de segunda-feira (3) foi citada uma reunião entre autoridades e as lideranças comunitárias, mas... “Não aceitamos mais reunião, nos enrolam desde o final do ano passado”, adianta ele, que citou o nome de um político.

Meio que pautados pelo Eu Vi em Linhares, funcionários de uma emissora de televisão, finalmente, segundo as próprias palavras de alguns manifestantes, chegaram ao local faltando 5 minutos para às 10h. 

Transporte escolar não passa – No início da manhã, ônibus escolar voltou, e veículos com trabalhadores uniformizados que atuam na Petrobras, também não passara. Os funcionários foram “baldeados” para o expediente não ser prejudicado.

Carros de passeio, moto e demais veículos, tiveram acesso vetado. “Querem que liberemos o ônibus, para quem estiver como comida poder prosseguir, mas, se liberarmos, teremos que liberar tudo”, disse outra moradora.

O número de pessoas em apoio ao manifesto só aumenta, e as comunidades reafirmaram que não desbloquearão o acesso, "sem um compromisso com data para ser cumprido pelas autoridades".