A morte de Paulo Henrique Moscon, 28 anos, o Pataxó, veio à tona em forma de cadeião no júri desta quinta-feira (22) no Fórum Desembarcador Mendes Wanderley. Dois réus, Tiago Bispo dos Santos e Josenilton Alves dos Santos, o Siri, ficaram “cara a cara” com os jurados, e foram condenados. Na sentença, o Juiz da 1ª Vara Criminal, Tiago Camata, que presidiu os trabalhos, fixou uma pena de 59 anos e 9 meses de reclusão; sendo 30 anos para Tiago, e 29 anos e 9 meses para Siri. O regime inicial é o fechado.
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O julgamento teve início às 9h e seguiu até às 18h30. O Ministério Público, que atuou na acusação, teve como representante a Promotora de Justiça Luiziany Albano Scherrer, e a defesa dos réus ficou à cargos dos advogados Claudiomir Speroto Peisino, Vagner Simplicio, Devarcino Augusto Peisino, e Oswaldo Ambrósio Júnior.
O crime – Paulo Henrique, o Pataxó foi morto com um tiro de arma calibre 380, no dia 23 de agosto de 2016, no bairro Planalto. A vítima estava em casa com a esposa e a filha, quando recebeu uma ligação e depois foi ao encontro, na frente de casa, com quem falava no celular. No outro lado da linha, conforme consta nos autos, era Siri, que queria receber uma dívida, ainda de acordo com os autos, no valor de R$ 14 mil, referente ao tráfico de drogas.
Pataxó ainda foi levado para o Hospital Rio Doce, mas nãos resistiu. Os réus, conforme consta nos autos, fugiram de carro e, na manhã do dia do crime, Siri teria ligado diversas vezes para a vítima.
Os réus respondiam ao processo em liberdade e tiveram a prisão preventiva decretada em Plenário, e os mandados foram cumpridos imediatamente pela Polícia Militar.