Num julgamento que começou às 9h e terminou às 18h desta segunda-feira (29), os jurados sorteados para atuarem no primeiro dia de trabalho da Pauta do Júri Popular no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, condenaram o réu Jonathas Lemos do Amaral. A sentença lida pelo Juiz de Direito Tiago Camata, titular da 1ª Vara Criminal e presidente dos trabalhos, definiu “um cadeião” de 30 anos de reclusão. A prisão preventiva foi mantida e o réu não poderá recorrer em liberdade.
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Denunciado pelo Ministério Público representado pelo Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano, e defendido pela advogada Jéssica Pereira Vila Boas, Jonathas enfrentou os jurados pela morte de Valdinei Onofre Pagung (foto).
No julgamento que teve como secretário Cyro José Vivacqua, foi “esmiuçado” o que aconteceu dentro de uma residência na Rua Nelson Darbi de Assis, no Residencial Jocafe, bairro Santa Cruz, por volta das 23h30 de 15 de fevereiro de 2017.
Consta na denúncia que a vítima estava em casa com a companheira (que estava grávida), quando Jonathas e outro indivíduo não identificado entraram e proferiram disparos de arma de fogo contra a vítima, causando-lhe a morte.
Valdinei pediu para não morrer, mas, ainda assim, o acusado e o coautor acionaram o gatilho de suas respectivas armas, e a vítima foi morta na cozinha do imóvel.
Os autos citam que foram reconhecidas as qualificadoras do motivo fútil, uma discussão banal entre acusado e vítima: a companheira de Valdinei emprestava o aparelho celular para uma colega fazer contato com o acusado.
A vítima falou para o acusado não ligar mais para o celular de sua companheira e ambos discutiram por telefone. Na sequência, aconteceu o desfecho que foi a morte de Valdiney.