Mais um pedido de Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça foi frustrado para que um réu, preso em Linhares, ganhasse a liberdade. Trata-se de William dos Santos Rosário, 31 anos, apontado como autor do homicídio que vitimou Anderson dos Santos Rosário, 43 anos, no dia 18 de abril do corrente ano. A vítima era tio do investigado, e o crime aconteceu no bairro Betânia.
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Na decisão que nega o pedido, por unanimidade, e mantém a prisão decretada pelo Juiz Tiago Camata, da 1ª Vara Criminal de Linhares, o Tribunal de Justiça cita no cabeçalho o crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio triplamente qualificado, duas vezes, e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
No relatório, é detalhado o que aconteceu no dia 18 de abril de 2022, minutos antes das 19h, na Rua Lafayete Amancio Nespoli, atrás da Igreja Católica, em frente ao Posto de Saúde do bairro: Willian atirou e matou Anderson, e assumiu o risco de matar outros dois indivíduos.
Um foi socorrido e encaminhado para o hospital, enquanto o outro teve o capacete atingido por um disparo. E o relatório cita ainda, que as vítimas se encontravam na residência de Anderson, em uma confraternização, juntamente com outras pessoas, momento em que o denunciado chegou “cortando giro” em uma motocicleta.
Anderson reclamou do barulho e ocorreu uma discussão, sendo que o denunciado mencionou algo que desagradou Anderson, motivo pelo qual este agrediu fisicamente o sobrinho que, por sua vez, pegou a arma de fogo que portava e passou a efetuar diversos disparos contra o tio.
Mesmo atingida, a vítima tentou correr para se desvencilhar, mas acabou caindo. Em seguida o denunciado se aproximou e efetuou outros disparos, matando Anderson. Consta, ainda, que a outra vítima baleada se arrastou e se abrigou atrás de um veículo.
Foi ainda contido que o denunciado não possuía autorização para portar, transportar e manter sob sua guarda arma de fogo em via pública.
William se apresentou na 16ª Delegacia Regional de Linhares (DRL), junto com advogado, na manhã do dia seguinte ao crime. A defesa alegou legítima defesa, e ele foi liberado após depoimento.
Mas o Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Linhares, requereu a prisão do investigado, e ela foi decretada pelo Juiz Tiago Camata, sendo o mandado cumprido na tarde do dia 20.
A defesa do citado (advogado) tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.