Um Cabo da Polícia Militar do 12º Batalhão, cuja sede fica em Linhares, foi preso em Minas Gerais, juntamente com outros dois indivíduos que se identificaram como Policiais, sendo um Civil e outro Federal. O Civil usou documento falso. Na mesma ocasião, também foram abordados dois advogados, o motorista e o passageiro de um caminhão, além de uma pessoa apontada como “ajudante” e outras duas não especificadas. O relatório policial a que tivemos acesso menciona que trata-se da continuidade de outro registro policial, e que a abordagem dos mencionados acima se deu quando estes estavam a bordo de um caminhão e três veículos que escoltavam o veículo de grande porte, quando os carros trafegavam na Rodovia MG-217, entrada da cidade de Teófilo Otoni, próximo ao bairro Viriato, onde a guarnição foi averiguar uma denúncia.
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Ainda conforme o relatório policial, dois tratores haviam sido furtados na cidade de Capelinha e estavam sendo transportados num caminhão de cor vermelha. A denúncia informava ainda que o caminhão estava sendo escoltado por outros três veículos e que possivelmente, os ocupantes estariam portando armas de fogo.
Foi realizado o cerco com bloqueio e os veículos devidamente abordados, tendo como carga os dois tratores, conforme denunciado. Daí o relatório traz que três dos abordados estavam portando armas de fogo e se apresentaram como policiais, sendo o militar de Linhares, o federal de Goitacazes (RJ) e um policial que apresentou sua funcional também do Espírito Santo.
Depois o relatório cita os advogados e os demais já informados acima, e que um dos três homens não especificados disse que era o responsável pela carga, e que se deslocou à cidade de Capelinha, já com o caminhão, para realmente levar os dois tratores, no intuito de reaver um valor proveniente de uma dívida contraído com ele, e como não encontrou o devedor, trouxe os tratores. O homem disse ainda que contratou os três policiais para irem com ele por conta de temer por sua segurança quando chegasse no local.
Desfecho – O relatório acrescenta que os envolvidos foram conduzidos para o 19º BPM para registro dos fatos e levantamento da autenticidade dos documentos apresentados. O indivíduo que se apresentou como policial civil disse que não tinha funcional e que, na verdade, tinha sido policial civil e já não pertencia mais aos quadros da instituição. Foi repetida a pergunta sobre sua função, e...
... o indivíduo, ainda segundo o relatório, desfez a versão, dizendo que havia sido policial penal, cedido para a Polícia Civil do Espirito Santo e, por fim, assumiu que nunca foi policial. Foi então apresentada ao investigado, a fotografia que os militares haviam tirado da funcional apresentada por ele, e este disse que prevendo que seria consultada a autenticidade, jogou o documento falso no mato.
O tal documento não foi encontrado durante as buscas nas imediações da abordagem. Já no veículo em que o falso policial civil viajava, foi encontrado um colete balístico sem etiqueta de identificação, e ele foi conduzido mediante voz de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e uso de documento falso; além do estelionato registrado em Capelinha, cita o relatório.
E o relatório prossegue: Também foi dado voz de prisão aos demais, entre eles o policial militar de Linhares. Todos foram apresentados na delegacia de Polícia Civil de Teófilo Otoni. Foi realizada ainda a apreensão do caminhão que transportava os tratores, objetos do crime, e as prisões foram informadas a Polícia Militar do Espirito Santo e a Polícia Federal, sobre o envolvimento dos seus respectivos integrantes.
Nós enviamos demanda para o 12º Batalhão e também para os contatos da PM ES no site da Instituição, a fim de sabermos quais medidas serão tomadas com relação ao policial militar que é bastante conhecido e muito querido em Linhares. Estamos aguardando retorno. Atualização abaixo:
"A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS), vem através de sua Subsede Linhares, emitir a presente nota:
A ACS tomou conhecimento da prisão do militar, que é associado, na manhã de sábado, pelo Representante da Associação no 12° Batalhão, e imediatamente o nosso diretor jurídico foi acionado e se colocou a disposição do militar, que se declarou inocente. Esperamos que brevemente os fatos sejam elucidados e as condutas dos envolvidos sejam individualizadas. A ACS está interinamente em defesa do Associado e acreditamos em sua inocência e vamos dar todo o apoio necessário ao militar."
Outra nota. Confira a íntegra: "A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS), vem através de seu presidente, Cabo Eugênio, emitir a presente nota: A ACS tomou conhecimento da prisão do militar, que é associado, na manhã de sábado pelo Representante da associação no 12° Batalhão, imediatamente, o nosso diretor jurídico foi acionado e se colocou a disposição do militar, que se declarou inocente, esperamos que brevemente os fatos sejam elucidados e as condutas dos envolvidos sejam individualizadas, a ACS está interinamente em defesa do Associado e acreditamos em sua inocência e vamos dar todo o apoio necessário ao militar."
Atualizada às 21h07 de 25/06/2022 - A PM ES respondeu a demanda nesta sexta-feira, dia 24 de junho, com a seguinte nota, assinada pelo Sargento Maxsuel: "Por ordem do Excelentíssimo Senhor Comandante-Geral da PMES, encaminho para fins de conhecimento e medidas de estilo. A Polícia Militar do Espírito Santo informa que tem conhecimento da prisão do Policial Militar no Estado de Minas Gerais, sendo que a Corregedoria já se encontra acompanhando o caso, e assim que a justiça disponibilizar a documentação, irá analisar o procedimento administrativo a ser instaurado."