Polícia Em flagrante
Policial militar de Linhares é preso em MG. Um policial federal e um falso PC também foram presos
Na mesma ação, 2 advogados e outros cinco indivíduos foram abordados. Dois tratores foram apreendidos.
21/06/2022 09h18 Atualizada há 4 anos
Por: Redação

Um Cabo da Polícia Militar do 12º Batalhão, cuja sede fica em Linhares, foi preso em Minas Gerais, juntamente com outros dois indivíduos que se identificaram como Policiais, sendo um Civil e outro Federal. O Civil usou documento falso. Na mesma ocasião, também foram abordados dois advogados, o motorista e o passageiro de um caminhão, além de uma pessoa apontada como “ajudante” e outras duas não especificadas. O relatório policial a que tivemos acesso menciona que trata-se da continuidade de outro registro policial, e que a abordagem dos mencionados acima se deu quando estes estavam a bordo de um caminhão e três veículos que escoltavam o veículo de grande porte, quando os carros trafegavam na Rodovia MG-217, entrada da cidade de Teófilo Otoni, próximo ao bairro Viriato, onde a guarnição foi averiguar uma denúncia.

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Ainda conforme o relatório policial, dois tratores haviam sido furtados na cidade de Capelinha e estavam sendo transportados num caminhão de cor vermelha. A denúncia informava ainda que o caminhão estava sendo escoltado por outros três veículos e que possivelmente, os ocupantes estariam portando armas de fogo.

Foi realizado o cerco com bloqueio e os veículos devidamente abordados, tendo como carga os dois tratores, conforme denunciado. Daí o relatório traz que três dos abordados estavam portando armas de fogo e se apresentaram como policiais, sendo o militar de Linhares, o federal de Goitacazes (RJ) e um policial que apresentou sua funcional também do Espírito Santo.

Depois o relatório cita os advogados e os demais já informados acima, e que um dos três homens não especificados disse que era o responsável pela carga, e que se deslocou à cidade de Capelinha, já com o caminhão, para realmente levar os dois tratores, no intuito de reaver um valor proveniente de uma dívida contraído com ele, e como não encontrou o devedor, trouxe os tratores. O homem disse ainda que contratou os três policiais para irem com ele por conta de temer por sua segurança quando chegasse no local.

Desfecho – O relatório acrescenta que os envolvidos foram conduzidos para o 19º BPM para registro dos fatos e levantamento da autenticidade dos documentos apresentados. O indivíduo que se apresentou como policial civil disse que não tinha funcional e que, na verdade, tinha sido policial civil e já não pertencia mais aos quadros da instituição. Foi repetida a pergunta sobre sua função, e...

... o indivíduo, ainda segundo o relatório, desfez a versão, dizendo que havia sido policial penal, cedido para a Polícia Civil do Espirito Santo e, por fim, assumiu que nunca foi policial. Foi então apresentada ao investigado, a fotografia que os militares haviam tirado da funcional apresentada por ele, e este  disse que prevendo que seria consultada a autenticidade, jogou o documento falso no mato.

O tal documento não foi encontrado durante as buscas nas imediações da abordagem. Já no veículo em que o falso policial civil viajava, foi encontrado um colete balístico sem etiqueta de identificação, e ele foi conduzido mediante voz de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e uso de documento falso; além do estelionato registrado em Capelinha, cita o relatório.

E o relatório prossegue: Também foi dado voz de prisão aos demais, entre eles o policial militar de Linhares. Todos foram apresentados na delegacia de Polícia Civil de Teófilo Otoni. Foi realizada ainda a apreensão do caminhão que transportava os tratores, objetos do crime, e as prisões foram informadas a Polícia Militar do Espirito Santo e a Polícia Federal, sobre o envolvimento dos seus respectivos integrantes.

Nós enviamos demanda para o 12º Batalhão e também para os contatos da PM ES no site da Instituição, a fim de sabermos quais medidas serão tomadas com relação ao policial militar que é bastante conhecido e muito querido em Linhares. Estamos aguardando retorno. Atualização abaixo:

"A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS), vem através de sua Subsede Linhares, emitir a presente nota:

A ACS tomou conhecimento da prisão do militar, que é associado, na manhã de sábado, pelo Representante da Associação no 12° Batalhão, e imediatamente o nosso diretor jurídico foi acionado e se  colocou a disposição do militar, que se declarou inocente. Esperamos que brevemente os fatos sejam elucidados e as condutas dos envolvidos sejam individualizadas. A ACS está interinamente em defesa do Associado e acreditamos em sua inocência e vamos dar todo o apoio necessário ao militar."

Outra nota. Confira a íntegra: "A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS), vem através de seu presidente, Cabo Eugênio, emitir a presente nota: A ACS tomou conhecimento da prisão do militar, que é associado, na manhã de sábado pelo Representante da associação no 12° Batalhão, imediatamente, o nosso diretor jurídico foi acionado e se  colocou a disposição do militar, que se declarou inocente, esperamos que brevemente os fatos sejam elucidados e as condutas dos envolvidos sejam individualizadas, a ACS está interinamente em defesa do Associado e acreditamos em sua inocência e vamos dar todo o apoio necessário ao militar."

Atualizada às 21h07 de 25/06/2022 - A PM ES respondeu a demanda nesta sexta-feira, dia 24 de junho, com a seguinte nota, assinada pelo Sargento Maxsuel: "Por ordem do Excelentíssimo Senhor Comandante-Geral da PMES, encaminho para fins de conhecimento e medidas de estilo. A Polícia Militar do Espírito Santo informa que tem conhecimento da prisão do Policial Militar no Estado de Minas Gerais, sendo que a Corregedoria já se encontra acompanhando o caso, e assim que a justiça disponibilizar a documentação, irá analisar o procedimento administrativo a ser instaurado."