Inúmeras pessoas nos encaminharam um vídeo em que um indivíduo procurado pela justiça confessa dois assassinatos, e, acreditem: pede por justiça. Emanuel Robson Chagas Silva, de 26 anos, mais conhecido como Negão da Junal, afirma no áudio do vídeo que “tão me fazendo como monstro da sociedade”, reclama que suas fotos são divulgadas nas redes sociais e declara que as pessoas estariam atribuindo a ele a autoria de homicídios que ele não cometeu. Com mandado de prisão em aberto, o fugitivo diz que “deram um monte de tiros” na casa dele e que a sua família corre risco, admitindo em seguida que teme pela própria vida.
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O indivíduo ainda diz no vídeo que matou e já pagou pelo crime que ceifou a vida de uma pessoa de nome “Michel” e que também matou “Bráulio, irmão de Três dedos”, pois a vítima teria matado seu irmão “na covardia”.
Procurado por força de mandado judicial, Negão da Junal acabou virando até figurinha nos diálogos simultâneos do Whatsapp em Linhares. Com o monossílabo “fui” seguido de três pontos de exclamação. Conforme já apuramos, ele conseguiu escapar de diversos locais denunciados, inclusive no Beco da Junal, localidade do bairro Aviso onde uma série de delitos é atribuída à ele, incluindo homicídios.
Relembre - No dia 7 de outubro do ano passado (2021) a Polícia Civil enviou para a imprensa fotos de frente e de perfil de Negão da Junal, com pedido de divulgação no “procura-se”. E o pedido com respaldo de mandado de prisão não foi o primeiro. Na ocasião, o delegado Fabrício Lucindo Lima, chefe da 16ª Delegacia Regional de Linhares (DRL), disse que Emanuel Robson Chagas Silva, o Negão da Junal, já praticou, no mínimo, sete homicídios consumados e outros homicídios tentados na região de Linhares.
Além disso, disse na ocasião o delegado, Negão da Junal, ainda seria envolvido com tráfico de drogas. “No dia 26 de agosto de 2020, os Policiais Civis de Linhares conseguiram prendê-lo no BNH em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Depois da prisão, representamos pela prisão preventiva, para que continuasse preso durante todo o processo criminal, porém, antes que o Poder Judiciário decidisse sobre a prisão preventiva, um advogado fez carga do processo”, explicou o delegado.
“Carga do processo” é retirar o processo do cartório da Primeira Vara Criminal de Linhares. E o delegado prosseguiu: “Com isso, o mandado de prisão temporária venceu durante esse período e o indivíduo foi solto. Quando o processo foi devolvido para o Poder Judiciário, o mandado de prisão preventiva foi decretado, porém ele já estava solto”.
"Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro desse indivíduo, ligar para o 181, com sigilo totalmente garantido. Ajude a Polícia Civil a prender criminosos e a elucidar crimes”, concluiu Fabrício.