Visibilidade zero. Assim amanheceu a terça-feira (7) em Rio Bananal, norte do Estado e cidade vizinha de Linhares. O ir e voltar de motoristas foram interrompidos por causa da restrição da visibilidade horizontal semelhante a um nevoeiro denso. Ônibus escolares, por precaução, não trafegaram enquanto a visibilidade não permitiu, e crianças foram vistas caminhando a caminho da escola. Um dos locais mais críticos, conforme nos informou o leitor Joel Godio, foi em São Jorge. “Olha, já são quase 8h da manhã, e aqui parece que está de madrugada, é sério. Quem dirigir corre risco de sofrer acidente, pois quando percebemos, os carros da outra mão de direção já está no lado”, disse ele.
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Joel explicou que trabalha em um posto de combustíveis em São Jorge, e faz o trajeto de segunda a sábado. “Saio de Primavera e enfrento três quilômetros, mas hoje não tem como ver nada, não vejo um palmo à minha frente. Alunos caminham para a escola, pois os motoristas não conseguem enxergar o caminho, e pode acontecer acidente grave. Tem condutor de moto ajudando, indo na frente com tudo aceso e piscando para nos orientar, mas, ainda assim, é muito perigoso”, considerou o leitor.
Nós buscamos por informações sobre como proceder em situações assim, e o melhor mesmo é procurar um lugar seguro, estacionar o veículo e aguardar. Contudo, aos que tentam seguir a viagem, ligue a luz de neblina traseira a fim de melhorar sua visibilidade para outros motoristas. Você também pode acender as luzes de sinalização de emergência. Use faróis de neblina ou faróis DRL.
O ocorrido em Rio Bananal, seria, de acordo com um profissional do setor, “um fenômeno físico no qual a água presente no ar se condensa na forma de gotas, ou seja, é o processo inverso da evaporação. Como sabemos, a capacidade de retenção de vapor d'água depende diretamente da temperatura do ar. O sereno, ou orvalho, é um fenômeno que ocorre como consequência do resfriamento noturno, causando a saturação do ar e formando essas pequenas gotas de água. Lembrando que, anto a geada, quanto o orvalho, não “caem”, como a chuva. Eles se formam no local, sobre os objetos”.