Alexandre Martins, o Xande, e Júlio César Pereira dos Anjos, enfrentaram o júri popular nesta sexta-feira (25), a fim de responder por um homicídio que vitimou o adolescente Cristiano dos Santos, 16 anos, quando a vítima seguia para o trabalho, no dia 19 de dezembro de 2013. O crime revoltou os moradores do bairro Aviso. Na sentença, o Juiz Tiago Fávaro Camata, julgou procedente a pretensão punitiva formulada pelo Ministério Público, representado pelo Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano, e, conforme as considerações dos jurados, condenou Xande a 30 anos. Já Júlio César Pereira dos Anjos vai cumprir 29 anos e 9 meses reclusão.
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O julgamento - O secretário do júri foi Cyro José Vivacqua, e os trabalhos que começaram às 9h foram concluídos às 16h40, sem réplica nem tréplica. Os acusados permaneceram sem algemas e também sem uniforme prisional durante o julgamento. Os debates começaram com a brilhante atuação do representante do Ministério Público, e o promotor falou das 10h44 às 13h14.
Depois veio o intervalo para almoço de 13h14 até às 13h51 e, com o retorno, a palavra foi dada à defensoria pública, representada pela advogada Andressa Gusmão Zotteli. Ela usou o tempo das 13h51 às 14h49, requerendo a absolvição dos réus por negativa de autoria e falta de provas quanto a autoria. Contudo, o resultado foram as penas citadas acima.
O crime – Consta nos autos que no dia 19 de dezembro de 2013, por volta das 13h00, na Rua Filogônio Peixoto, bairro Aviso, os réus atiraram em Cristiano quando o adolescente estava indo trabalhar, ocasião em que avistou Alexandre conduzindo uma moto de cor preta, com Júlio César no carona, e que este, de posse de arma de fogo realizou diversos disparos contra a vítima.
Cita ainda os autos que o adolescente, ao avistar a arma empreendeu fuga, sendo atingido nas costas, e posteriormente ouviu mais cinco disparos. A vítima foi internada no Hospital Rio Doce e, conforme o Eu Vi em Linhares manchetou, morreu três dias depois.
As apurações mostraram que a dupla fugiu e que o motivo do crime foi torpe, em virtude da rivalidade entre as áreas em que a vítima e denunciados moravam.
Caso queira se pronunciar, a defesa tem espaço aberto: 27 99808-4347.