Os reajustes acumulados do diesel já aumentaram os custos do transporte público por ônibus em 10,6% só este ano. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Públicos (NTU), esses aumentos terão que ser repassados às tarifas caso não sejam compensados pelo poder público.
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O novo reajuste aumentou a participação do diesel no custo geral das operadoras do transporte público, de 26,6% para 30,2%; o diesel é o segundo item de custo que mais pesa no valor da tarifa, depois da mão de obra.
De acordo com a entidade, o novo reajuste pede com urgência uma forte atuação do Governo Federal para enfrentar o problema e oferecer soluções definitivas para a estabilização dos preços dos combustíveis. Segundo o presidente executivo da NTU, Francisco Christovam, a guerra da Ucrânia está servindo como justificativa para aumentos abusivos e inoportunos.
A NTU envia correspondências ao governo alertando para os impactos do diesel e pedindo uma política diferenciada para o setor há dois anos, sem resposta.
Após mais um aumento no diesel, a Fetranspor, entidade que reúne empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro, também se manifestou reclamando de mais um forte golpe em um sistema combalido, “que já chegou ao seu limite com o esgotamento financeiro das empresas”.
Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (14), a entidade ressalta que o diesel, que representa 32% do custo operacional, já acumula alta de mais de 100% nos últimos meses.
Por conta deste aumento, as empresas de transporte público da cidade de Natal (RN) também sofrem e as viações ameaçam até mesmo diminuir a quantidade de veículos circulando.
Para que esta questão fosse discutida, a Fetronor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste) se reuniu com o Seturn (Sindicato das Empresas dos Transportes Urbanos) e outros órgãos públicos para debaterem sobre os custos dos combustíveis.
Diversos pontos foram apresentados e, entre as possibilidades, está a probabilidade de um reajuste no valor das tarifas ou um acordo com a prefeitura, de conceder o subsídio parcial ou garantir o diesel para as empresas.
Em Linhares – As empresas estão insustentáveis e não sabem como manter o serviço. Então, é necessário adotar uma urgente solução. No Espírito Santo, Linhares também acumula prejuízos: A Viação Joana Darc, que ainda luta para se reerguer após a queda de passageiros na pandemia, agora sofre um novo impacto.
Ao contrário do sistema Transcol, que atende à Grande Vitória e conta com subsídio e compra do diesel pelo Governo Estadual, Linhares amarga prejuízos e luta para evitar demissões e reduções na frota.
Conforme divulgado nos últimos dias, mesmo diante dos desafios, a empresa continua investimento na qualidade dos serviços. Em março, os novos veículos com ar-condicionado chegaram na cidade. Além do conforto nas viagens, os ônibus adquiridos pela Viação Joana Darc também oferecem segurança com a instalação de câmeras de videomonitoramento e GPS.
Com a aquisição, em 2022 Linhares ultrapassa metade da frota operante equipada com ar-condicionado. A iniciativa faz parte das ações da empresa para modernização dos serviços.
Entretanto, especialista aponta que a realidade do transporte coletivo da cidade é cada vez mais desafiador, e medidas urgentes são necessárias para a manutenção do serviço à população.