Uma proibição imposta na Praia de Pontal do Ipiranga, respaldada com a alegação de proteger a restinga e tartarugas marinhas, aguçou uma reclamação por parte de um leitor, que registrou uma cena a qual considerou curiosa: “É que permitem o acesso somente por caminhada, mas a própria Prefeitura usa trator para plainar a areia da praia. Como esse veículo, pesado, chegou até a areia? E, se é para proteger as tartarugas, esse trator não prejudica os ninhos delas? No mínimo estranho isso”, disse ele.
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E o leitor listou: “Entrar com carro na areia para descer um barco, não pode por causa da restinga e das tartarugas; Entrar com um Buggy para ir a um local mais distante para pescar, não pode por causa da restinga e das tartarugas; Descer com carro no riozinho para deixar o equipamento de vôo, não pode por causa da restinga e das tartarugas. Mas, passar o trator da prefeitura de fora a fora na praia, ah!!! Isso pode, né?”.
“É uma proibição absurda. Sob a alegação de proteger os ninhos de tartaruga e a restinga. Proibiram todos de descer com quadriciclo, buggys etc. Mas, constantemente a prefeitura plaina a areia da praia. Trator não Mata ninho de tartaruga? Ao invés de regulamentar, conscientizar e fiscalizar o uso responsável da faixa de areia, simplesmente proibiram geral, prejudicando várias pessoas. Mas os tratores para plainar a areia, eles podem”, concluiu.
O que diz a Prefeitura – Nós buscamos sobre o assunto no site oficial da Prefeitura de Linhares, e a mais recente informação encontrada sobre a palavra “restinga” é do dia 5 de outubro do ano passado, anunciando que no dia seguinte haveria a “ quarta rodada de conversa do plantão tira-dúvidas sobre a execução do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), nas áreas de restinga do balneário de Pontal do Ipiranga”.
A reunião, na sede de Linhares, conforme publicado, abriu espaço para “moradores da região” conhecer detalhes do projeto “executado por uma empresa privada como pagamento de compensação ambiental, referente ao processo de licenciamento ambiental, e que visa o controle de espécies exóticas, principalmente as invasoras como as Acacia mangium.”
E os trabalhos, diz a publicação, devem ocorrer na recuperação ambiental das áreas degradadas pelos próximos quatro anos ou até a vegetação nativa se consolidar.
“Quaisquer dúvidas que surgirem referente às ações que são executadas no balneário, também podem ser encaminhadas para a Semam através do e-mail: semam@linhares.es.gov.br.”, acrescenta a divulgação.
Sobre o PRAD
O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) é um estudo realizado em áreas que sofreram degradação pela ação do homem ou naturalmente. O plano especifica um conjunto de medidas, técnicas, ferramentas e materiais que assegurarão o restabelecimento dos ambientes desequilibrados e sem chance de recuperação natural.
Os métodos de recuperação são definidos de acordo com as características bióticas (seres vivos de uma comunidade) e abióticas (fatores não vivos do ambiente) da área, conhecimentos sobre o tipo de impacto causado, resistência das espécies selecionadas e sucessão ecológica secundária, ou seja, o desenvolvimento de uma nova comunidade.