Saúde É geral
Covid e gripe: 81% das indústrias do ES registraram afastamentos de funcionários
Faça teste, e se positivar, siga o que dizem as instruções. E nada de esquecer a higienização das mãos, a máscara e de manter distanciamento.
25/01/2022 15h21 Atualizada há 4 anos
Por: Redação

A chegada de uma nova variante da Covid-19 (Ômicron) ao país, além de uma nova cepa da gripe, a Darwin (H3N2), fez aumentar significativamente, nas últimas semanas, o número de casos de pessoas com sintomas gripais, trazendo reflexos para diferentes segmentos econômicos.

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Uma pesquisa inédita, realizada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies), revelou que 81% das empresas que participaram do levantamento tiveram algum colaborador afastado devido à infecção por coronavírus ou Influenza, sendo que 53% dos casos ocorreram na primeira quinzena de janeiro. 

A pesquisa de opinião empresarial da Findes foi realizada entre os dias 18 e 20 de janeiro, ouvindo 152 indústrias capixabas.  

“Seguimos vigilantes. Desde o início da pandemia, em 2020, acompanhamos as indústrias do Estado e damos todas as orientações necessárias para proteger nossos trabalhadores, associados e a sociedade capixaba como um todo. E sempre trabalhamos de forma integrada com sindicatos e poder público para contribuir neste momento tão desafiador”, afirma a presidente da Federação, Cris Samorini. 

Os dados da pesquisa também mostraram que, entre as empresas com afastamentos nas duas primeiras semanas de janeiro, 57% indicaram que menos de 10% dos colaboradores foram afastados, enquanto 5% tiveram mais de 40% de seus colaboradores afastados

Entre indústrias com funcionários afastados, 40% reduziram a produção 

Entre as empresas que registraram afastamentos de funcionários entre 1º e 15 de janeiro, 47% informaram que a ausência dos colaboradores não impactou na atividade do negócio; enquanto 30% informaram ter impactado, mas com redução não significativa das atividades; e 22% disseram ter impactado, com redução significativa das atividades da empresa.  

Dentre as empresas que tiveram colaboradores afastados nas últimas duas semanas e que apresentaram redução de atividade, 40% informaram que, para lidar com os efeitos dos afastamentos, reduziram a produção; 36% atrasaram o prazo de entrega e 31% não realizaram ações neste sentido. 

Medidas   

Segundo a pesquisa, o reforço de medidas de orientação e prevenção no local de trabalho foi adotado por 98% dos respondentes como maneira de minimizar os impactos da pandemia. Além disso, o afastamento das atividades de trabalho dos colaboradores com sintomas gripais foi adotado por 86% dos participantes do levantamento.  

“Desde o início da pandemia da Covid-19, em 2020, a Indústria capixaba estabeleceu rígidos protocolos de segurança para combater a disseminação da doença e continua a adotá-los sem nenhum ‘afrouxamento’. Entre essas medidas estão o trabalho híbrido, o home office e a adoção de todos os cuidados para o trabalho presencial, entre eles o distanciamento”, elencou Cris. 

Vacinação 

Quanto à vacinação, 44% dos respondentes informaram que, em suas empresas, de 81% a 99% os colaboradores estão vacinados com o ciclo vacinal completo (1° e 2° dose) e/ou dose de reforço contra a Covid-19; enquanto 32% possuem todos os colaboradores vacinados. O menor índice de vacinação registrado foi entre 41% e 60%, registrado por apenas 3% das empresas. 

“A prevenção à doença e a vacinação sãos os principais caminhos para reduzirmos os casos de contágio em todo o mundo. Também vale destacar a relevância da testagem. Essa ação é importante para identificar quem vai precisar ser afastado do local de trabalho e também evitar que mais pessoas adoeçam”, comenta a presidente da Findes ao lembrar da parceria que o Sesi, a Unimed Vitória e o governo do Estado iniciaram nesta semana para ampliar a testagem no Estado. 

Aumento de casos 

Em um cenário de novo aumento de casos de Covid-19 e/ou Influenza, as três maiores preocupações dos empresários são: a necessidade de afastamento dos trabalhadores de suas empresas (82%), potencial falta de insumos (49%) e a necessidade de novo distanciamento social (48%).

Por Beatriz Seixas e Siumara Gonçalves da Gerência de Comunicação e Relações Institucionais da Findes. Foto: Siumara Gonçalves.