Polícia

Caso Luiz Durão: Leitores afirmam que político 'caiu em armação'

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“De quê maneira? Ele solicitou uma antecipação de prova que foi justamente um exame de local do crime. Então, um corpo de peritos fez todo o local do crime, no motel, onde ocorreu o fato, e também antes de fechar qualquer entendimento, ele encaminhou a vítima a exame de corpo de delito, para verificar manchas, vestígios e sêmen. Diante dessa prova antecipada e dos depoimentos que estavam sendo colhidos, ele então entendeu a existência do crime e, após, fez então aquela leitura do flagrante. O laudo pericial feito constatou que de fato houve conjunção carnal, mas há de se entender que aí vai o decorrer de toda uma investigação. O flagrante, ele tem a natureza cautelar, natureza excepcional . Primeiro, você prende, para depois você investigar. Então, a princípio, nós chamamos assim, está constituído a fumaça do bom direito, há indício do crime, já há indício da materialidade. O flagrante é próprio e houveram todos aqueles elementos. Os laudos constataram que houve conjunção carnal...

... Toda prisão em flagrante após a reforma de 2011 é submetida imediatamente ao juiz, que faz análise dessa peça. É uma peça pré-consensual, onde ele analisa se ela tem um vício, se o flagrante é legal, se cabe fiança, se não cabe fiança, se cabe liberdade provisória sem fiança ou com fiança, se é caso de prisão preventiva se as outras medidas alternativas não forem suficientes”.

As palavras acima são do delegado-geral da Polícia Civil, dr. José Darcy Arruda, em coletiva à imprensa para falar do escândalo envolvendo o deputado estadual e ex-prefeito de Linhares, Luiz Cândido Durão.

Durão, que afirma ser tudo um mal entendido, foi flagrado ao sair de um motel, na Serra, com uma adolescente de 17 anos.

Como as investigações sobre crimes sexuais ocorrem em segredo de justiça, detalhes dos depoimentos das partes envolvidas não podem ser informados. Contudo, sabe-se que quando a vítima tem idade acima de 14 anos, o ato consentido ameniza a situação.

Eleitores afirmam que Luiz Durão "foi vítima de armação”

Por se tratar do envolvimento de um político conhecido no Estado e no Brasil (Durão já foi prefeito de Linhares e além de outros mandatos como deputado estadual, também exerceu a função de deputado federal), logo a notícia repercutiu.

E na noite deste sábado (5) a situação se complicou ainda mais para o investigado: É que o desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho decidiu converter a prisão em flagrante para preventiva.

O desembargador, após analisar o auto de prisão em flagrante, o pedido de Habeas Corpus da defesa que quer a soltura ou prisão domiciliar, negou tudo e considerou regular o auto de prisão em flagrante.

"Foi vítima de armação, e logo isso será provado. Podem ter certeza", ostenta um leitor. “Eu acho que tinha que divulgar mais coisas, 17 anos é quase 18, e 18 já é adulto. Essa moça foi parar no carro dele forçada? Será?”, questionou uma internauta.

“Eu falo que armaram pra cima dele, e como a carne é fraca, ele caiu”, concluiu outra internauta.

“Para mim, mesmo que ela tenha consentido, ele deveria se por no lugar dele. Nem vou falar mais nada, pois sei que vocês não divulgariam mesmo”, afirmou um leitor.

“Tá na cara que foi armação. Esse homem foi muito ingênuo. Mas a verdade vai aparecer”, disse a namorada do leitor acima.

“Nossa, como os políticos estão assanhados! Dias atrás teve um em escândalo de adultério com mulher casada, e agora um senhor com essa menor. Isso mostra que não existem deuses, e sim homens sujeitos a erros e acertos”, compara uma leitora.

“Quem se beneficiaria com isso tudo? Eu não concordo com o que ele fez, mas que foi armação pra cima dele, isso foi. Queria ver se a moça tivesse mais de 18 anos, como seria essa exploração toda na mídia”, confirma outro leitor.

Nota: A defesa de Luiz Cândido Durão tem espaço aberto caso queira se manifestar: 27 99808-4347.