A minha história

Caráter: Professor procura dono de envelope com R$ 1,5 mil "cuspido" por caixa no Interlagos

Postada em: 26796

Um fato que prova a honestidade ainda existente no ser humano: É como podemos explicar o que aconteceu com o professor de Educação Física Enildo Barcelos Passos Júnior (de boné),  em uma agência bancária, no espaço dos caixas eletrônicos, na manhã de sábado (7), no bairro Interlagos.

Ele foi ao local fazer um depósito, mas a máquina rejeitou o envelope e ainda cuspiu outro. Enildo disse que abriu e encontrou R$ 1.550,00. Ele não pensou duas vezes: Pegou o telefone celular e ligou para o número contido nos dados de quem havia feito o depósito.

O professor disse que ao falar com o dono do envelope cuspido, este explicou que ao realizar o procedimento do depósito, a máquina não emitiu o comprovante e que por isto havia feito fotografias do terminal para não ter problemas quando fosse buscar por satisfações na agência no expediente desta segunda-feira (9). "Fui à casa dele (o dono do envelope), no bairro Shell, e entreguei o envelope com o dinheiro. Ele falou que era para pagar cartão de crédito e ficou todo feliz", contou.

Vizinhos do dono do envelope, claro, elogiaram a atitude de Enildo, que até posou para fotos. "Como foi com ele, poderia ser comigo. Esse dinheiro não me pertencia e fiz mais do que a minha obrigação. Neste mundo, o que vale é a honra e o caráter da pessoa", comentou Enildo.

Nós perguntamos sobre como é o dia a dia e a remuneração mensal de Enildo, que há 25 anos é professor de Educação Física. Ele disse que dá aula em escola pública, é treinador de handebol e trabalha com circuito funcional. O acúmulo de funções não permite uma renda mensal que ultrapasse R$ 4,3 mil.