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Pontal: Barraqueiros reclamam, relatam prejuízos e apontam motivos

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Cerca de 30 comerciantes da economia informal que aderiram ao projeto da Prefeitura de Linhares para ganhar dinheiro no verão através das barracas montadas no balneário de Pontal do Ipiranga procuraram a nossa Redação nesta sexta-feira (5) para reclamar e pedir uma resposta da Secretaria Municipal responsável pelo setor. O motivo é a inviabilidade no espaço da Avenida do Sol, conforme alguns barraqueiros explicaram.

Uma ambulante reclamou, por exemplo, que a tela montada para um projeto de cinema ao ar livre está virada "de costas" para o espaço onde ela e outros barraqueiros investiram para ganhar dinheiro no verão, ela enviou um vídeo para mostrar a situação (confira abaixo). A mesma ambulante também reclamou que falta estrutura no espaço, como iluminação e banheiro adequado. Ela também fez questão de mostrar através de foto como os ambulantes tomam banho.

Confira aqui a programação no Pontal do Ipiranga para este fim de semana

A mulher falou que as pessoas e os próprios barraqueiros têm medo do local onde estas barracas estão, e que a falta de movimento se dá em decorrência de assaltantes que se aproveitam do isolamento. "É simplesmente revoltante", resumiu.

Outro ambulante nada satisfeito com a situação é Jeferson Javarini, que investiu em um trayler e saiu do bairro Interlagos para trabalhar no balneário durante o verão. Ele apostava fazer um bom lucro no fim de semana da virada de ano, mas... "Paguei R$ 640,00 de taxa e só vendi R$ 142,00 no réveillon. Não vem ninguém comprar aqui, e ainda tive prejuízo de produtos que se estragaram por conta da falta de energia", disse ele.

Joilson Eugênio dos Santos, morador do bairro Santa Cruz, também investiu no verão do Pontal, e adquiriu logo o direito de montar dois pontos e pagou R$ 980,00. Contudo, ambos os pontos sem retorno financeiro até agora. Na virada do ano, uma barraca gerou R$ 70,00 e a outra R$ 30,00: "A gente perde sono, a gente se cansa, a gente gasta e vê essa  aberração de se privilegiar uns e deixar outros sem privilégio. Pelo menos 10 barracas não deveriam  ter sido vendidas porque não há espaço adequado, isso fez com que umas 30 barracas ficassem prejudicadas. Nós temos nossos direitos e já estou avisando que iremos lutar por eles", relatou.

Nós entramos em contato com a Prefeitura Municipal e a nota disse que "a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer informa que todos os espaços comercializados estão inseridos na rota do trio elétrico e do palco principal de shows entre as avenidas da Lua e do Sol". Já sobre a falta de estrutura, a resposta não foi dada.