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Alexandre Martins de Castro sobre Lula: “Pirotecnia, uma verdade e três mentiras”

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Após ter sido conduzido coercitivamente para prestar depoimento, o “ex”, cheio de bravatas como é de seu estilo, disse que a condução dele foi um “espetáculo de pirotecnia”. Vamos desculpá-lo, porque talvez não saiba que pirotecnia refere-se à técnica de utilização de fogo e de fogos de artifício para entreter o povo com espetáculos explosivos, ruidosos e coloridos. A condução dele, ao contrário, foi discreta e gentil (como ele falou). Pirotecnia foi o que milhões de brasileiros fizeram, soltaram fogos com a prisão e, à noite, promoveram um “aplaudaço” para os policiais federais.
Disse ele que “bastava o Moro ligar que ele iria a Curitiba”. Ia nada! Se fosse, não entraria com “habeas corpus”, para não ter de depor.
A propósito o “Moro” a quem ele se referiu é um honrado e corajoso Juiz Federal, o Dr. Sergio Moro, que estudou no mínimo 16 anos em Escolas e Universidades teve de praticar por 5 anos em área jurídica, submeter-se a concurso de provas e títulos e que vem prestando serviço que o qualificam com “homem do ano”. Não é um cachaceiro amigo do “ex”, até porque boa parte dos amigos do “ex” está na cadeia.
Esperava-se que o “ex” explicasse o sítio de Atibaia, o tríplex de Guarujá, os milhões de sua fundação, o repasse de mais de um milhão e setecentos mil para firma de seus filhos, tudo tendo como fonte de recursos as empreiteiras envolvidas na “lava jato”. Esperava-se que se explicasse quanto ao armazenamento de PARTE de sua mobília: de janeiro de 2011 a janeiro de 2016, a OAS (envolvida na “lava jato” pagou UM MILHÃO DUZENTOS E NOVENTA E DOIS MIL REAIS para armazenar parte dos bens do Lula (outra parte foi entregue no sítio do “amigo”, outra parte foi entregue no tríplex do “amigo”...).
Esperava-se que o “ex” se defendesse em vez de conclamar a “militância” (aquela que aparece de vermelho batendo e quebrando, nas manifestações, à semelhança das milícias de Maduro, na Venezuela). Coitados desses milicianos de vermelho, que nem sabem quando o chefe ganha, de presente, para guardar seus bens, nem que foi preciso um caminhão climatizado para trazer os vinhos de Brasília para São Paulo (a cachaça veio em caminhão comum mesmo). Esses milicianos de vermelho é que vão criar caso dia 13 de março. Olho neles!
Palestras que custam 200.000 dólares, para quem não acerta um plural? Só pagas pelas empreiteiras...
Ah... Ia esquecendo-me das três mentiras: o “ex”, uma de suas bravatas, afirmou, com a linguagem chula que é peculiar a ele: “QUERO OFERECER ESSE JOVEM DE 70 ANOS, COM TESÃO DE 30 E CORPO DE ATLETA DE 20”.
Quá, quá quá!!! Conta outra rsrsrsrsrsrsr
Alexandre Martins de Castro é Jurista, advogado e conferencista internacional. É pai do Juiz Alexandre Martins de Castro Filho, assassinado em 2003.