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Zenilton Custódio e a ação de evangélicos em prol do Rio Doce

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Li aqui no site, que no último domingo um grupo de evangélicos da igreja Nova Aliança, promoveu um plantio de mudas em terrenos localizados nas margens dos rios Doce e Pequeno. No espaço destinado aos comentários, um internauta considerou improdutiva a ação, outro achou que as mudas deveriam ter sido plantadas pelo Incaper e, um terceiro, lamentou o fato da iniciativa não ter sido agilizada antes do acidente que despejou toneladas de lama no manancial.
Partindo do princípio de que opiniões contribuem, mas o que muda o mundo mesmo são as ações, só tenho que aplaudir. Desde o rompimento da barragem de Mariana, vejo pessoas lamentando, criticando e até decretando a morte prematura do rio. Vou ser sincero: enxergo um lado positivo nesta tragédia.
Pra mim, a repercussão do acidente em todo o mundo soa como se a cavalaria estivesse chegando para salvar o velho manancial. E esta ação dos evangélicos, por mais simples que tenha sido, tem uma força simbólica, mostra que o rio não está morrendo, muito pelo contrário, está renascendo dentro de nossas consciências. E esta é sua principal nascente, sua principal fonte de vida.
A tragédia da lama vermelha não matará o rio, pois ao plantar árvores em suas margens não estamos semeando apenas esperança, mas mostrando que ele não está mais sozinho. E neste momento, o plantio de uma simples mudinha vale mil vezes mais do que milhões de postagens lamuriosas no Facebook. Portanto, devemos interpretar a ação dos evangélicos da igreja Nova Aliança, como um sinal de que o rio está reagindo, pois o rio somos todos nós.
Zenilton Custódio é jornalista
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